O Ministério Público corria contra o tempo para acusar três inspetores do SEF que estavam em prisão domiciliária há seis meses, suspeitos de matarem um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa.

Para evitar que os inspetores saíssem em liberdade, era preciso uma acusação em tempo útil mas, durante o inquérito, a mensagem duma segurança da PRESTIBEL num grupo do Whatsapp, levantou a suspeita dum segundo homicídio.  

Agora, fechado o primeiro inquérito, a Polícia Judiciária deverá ouvir a funcionária da segurança. Interessa saber por que razão disse que já era o segundo caso de morte durante os turnos que fez no aeroporto de Lisboa, o que levanta suspeitas dum segundo homicídio às mãos das autoridades que terá escapado aos radares da PJ.

Já no caso de Ihor Homeniuk, por pouco os três agentes do SEF escapavam impunes. Um quarto inspetor terá declarado no auto de notícia que a vítima morrera de doença súbita, mas a autópsia denunciou sinais evidentes de violência.

O segundo processo vai agora apurar quem morreu nas instalações temporárias do aeroporto, durante os turnos da testemunha e em que circunstâncias.

Luís Varela de Almeida