Devido à chegada de 12 voos de países estrangeiros - seis do Brasil, dois dos EUA, um da Turquia, um do Canadá, um do México e outro do Reino Unido -, entre as 09:30 e as 10:30, centenas de passageiros encheram a zona de chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. 

Ao que a TVI24 conseguiu apurar, esse aglomerado aconteceu na zona de controlo documental do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). No total, eram 1385 passageiros.

Em causa estão as medidas de controlo sanitário, como por exemplo a apresentação de um teste PCR negativo à covid-19. Uma informação mais tarde confirmada pela ANA Aeroportos em comunicado.

A ANA confirma um maior afluxo de passageiros na área das chegadas do aeroporto de Lisboa, que resultou numa espera mais demorada devido à necessidade de realização do devido controlo documental obrigatório a todos os passageiros, efectuada pela autoridades competentes, o SEF (testes PCR+preenchimento de formulário travel.sef.pt)", lê-se na nota.

Existem ainda muitos passageiros que não trazem devidamente preenchidos os formulários que são enviados posteriormente às autoridades de saúde e, por isso mesmo, acabam por preenchê-los no local. Isto acaba por fazer com que se juntem muitas pessoas no mesmo local. 

De acordo com o SEF, a dificultar ainda mais a situação está o facto do dispositivo de fronteira eletrónica RAPID estar "temporariamente suspenso".

Esclarece-se, ainda, que, atualmente, devido à necessidade de controlo sanitário (apresentação do comprovativo de realização de teste laboratorial RT-PCR à Covid-19, com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores ao momento do embarque e a confirmação/preenchimento do formulário relativo ao local de permanência em território nacional para realização de quarentena), o dispositivo de fronteira eletrónica RAPID encontra-se temporariamente suspenso, uma vez que é necessário verificar, em mão, a existência do teste à Covid-19, bem como o formulário relativo ao isolamento, quando necessário". 

 

Dizem tratar-se de uma "situação pontual", mas apelam aos passageiros que tenham "um cuidado acrescido", como o "preenchimento antecipado do formulário com os dados relativos ao local de permanência".

Isto aplica-se às pessoas que provenham de voos com origem no Brasil, África do Sul ou de países com taxa de incidência igual ou superior a 500 casos por 100 mil habitantes (Bulgária, Chéquia, Chipre, Croácia, Eslovénia, Estónia, França, Hungria, Países Baixos, Polónia, Suécia).

A ANA diz ainda estar empenhada em "colaborar ativamente com o SEF, na medida do que lhe é possível, para assegurar o cumprimento dos procedimentos de segurança sanitária legais com diminuição dos constrangimentos para os passageiros"

No entanto, o SEF diz que não é da sua responsabilidade "o controlo do distanciamento social entre cada um dos passageiros durante a espera, estando a ANA Aeroportos a realizar este tipo de ação com a disponibilização de alertas sonoros e a presença dos chamados “pontos azuis”.

Às 14:50 a situação já se encontrava normalizada.

Cláudia Évora Daniela Rodrigues Cátia Esteves / Notícia atualizada às 18:49