Uma patrulha da GNR foi cercada e atacada por um grupo de 30 pessoas em Olhão, na noite de sábado, apurou a TVI.

Os militares pararam a viatura para auxiliar uma vítima que estava a ser agredida por mais do que indivíduo quando apareceram dezenas de pessoas. A patrulha da GNR teve de fazer quatro disparos de advertência, para o ar, até chegarem os reforços.

A Unidade Especial de Polícia, da PSP, foi chamada ao local, junto ao Bairro das Panteras, em auxílio à GNR de Moncaparacho, tendo detido dois homens, com 24 e 59 anos, por resistência e coação sobre funcionário.

Além de agressões físicas, a GNR foi apedrejada.

O alerta foi recebido às 22:15, para uma agressão ocorrida na Rua José Afonso, não muito longe da EB23 João da Rosa.

Agentes foram "recebidos à pedrada"

Já esta tarde, o coordenador da Associação Profissional da Guarda (ASP/GNR) para a região Sul, António Barreira, lamentou as “tentativas de agressão” a dois militares da GNR do posto de Moncarapacho, no concelho de Olhão (distrito de Faro), depois de se terem deslocado a um bairro da cidade algarvia para devolver um documento que fora encontrado. Os militares, acrescentou, depararam-se com “jovens em agressões” e, ao tentarem pôr cobro à situação, ficaram cercados.

O dirigente da associação profissional lamentou que uma “atitude honrosa” dos militares tenha desembocado numa “situação que demonstra a falta de respeito para com a autoridade”.

Como a PSP tinha perto duas patrulhas e uma equipa do corpo de intervenção, a participar numa fiscalização ao cumprimento das restrições associadas à pandemia de covid-19, deslocou-se para o local “para dispersar” o grupo e os agentes foram “recebidos à pedrada”, contou o comissário  do Comando Distrital de Faro Hugo Marado.

O coordenador da ASP/GNR criticou a falta de apoio que os militares da GNR sentem na sua missão, que “já está a causar o descrédito” da população na sua capacidade para resolver conflitos.

O representante pediu à tutela soluções para os profissionais da guarda fazerem o seu trabalho “com confiança e sem preocupação de serem criticados e alvos de processos disciplinar, caso tenham de recorrer a medidas ‘mais musculadas’” para repor a ordem, e “sem receio de ficarem feridos e terem de pagar a sua taxa moderadora” ao serem assistidos no hospital.

O dirigente associativo pediu ainda uma maior penalização dos agressores das forças de segurança quando estão no cumprimento da sua missão.

Daniela Rodrigues / CM/ Atualizada às 17:35