Mais seis seguranças privados foram proibidos, parcialmente, de exercer atividade na sequência das agressões a um cliente de uma discoteca em Albufeira, na madrugada de 3 de outubro, informa a Polícia de Segurança Pública, nesta quinta-feira.

Estes seis seguranças estão apenas "proibidos de exercerem a atividade na área geográfica do concelho de Albufeira", depois de terem presenciado as agressões "sem que tenham executado qualquer ação para as fazer cessar, como era e é a sua obrigação legal", sublinha a PSP.

O segurança que agrediu o cliente já tinha sido proibido de exercer funções até à conclusão do inquérito criminal.

Também duas empresas de segurança privada, que empregam os funcionários em questão, viram a sua atividade suspensa parcialmente, estando proibidas de exercer atividade na discoteca "onde ocorreram as agressões".

A decisão foi tomada no passado dia 28 de outubro, pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, após diligências da PSP.

Os seis funcionários e as duas empresas já "foram notificados" da decisão, com "efeitos imediatos", indica, ainda, a Polícia.

Estas suspensões vão manter-se até à sua "revisão ou conclusão do inquérito criminal e do processo administrativo em curso".

As imagens das agressões foram amplamente divulgadas nas redes sociais no dia 9 de outubro, seis dias depois de terem ocorrido.

As agressões duraram cerca de 30 segundos e foram testemunhadas por várias pessoas, que não intervieram. Nas imagens é possível ver, ainda, dois militares de uma equipa de intervenção da GNR a entrar no local no momento em que a vítima era deixada inanimada no chão pelo agressor.

O segurança privado que agrediu o cliente foi o primeiro caso de suspensão de funções em Portugal neste setor.

Catarina Machado