A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou esta quinta-feira a detenção de dois jovens, “entre os 18 e os 20 anos”, suspeitos de assaltos a taxistas, no passado fim de semana, na zona do Poço do Bispo, em Lisboa.

Segundo o subcomissário do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, que falava em conferência de imprensa, os jovens saíram para se divertir durante a noite, na zona de Alcântara, e, já de táxi, num cruzamento no Poço do Bispo (onde residem), assaltaram os profissionais com uma atuação “bastante agressiva”.

Os dois suspeitos foram presentes a tribunal e ficaram sujeitos à medida mais gravosa, prisão preventiva, uma vez que tinham antecedentes criminais, “não deste tipo de roubo a taxistas, mas alguma criminalidade violenta, ainda que com tenra idade”, indicou João Prisciliano.

No total, a PSP registou três ocorrências de roubo a taxistas, que ocorreram no passado fim de semana, todas no período noturno, e têm em comum o início da viagem, na zona de diversão noturna de Alcântara.

Encaminhavam o motorista da viatura de táxi até a um determinado lugar e lá, com recurso à técnica de mata-leão e com a utilização de uma arma branca, uma pequena navalha, ameaçavam, agrediam e roubavam a viatura de táxi e o motorista”, referiu o subcomissário.

“O ‘modus operandi’ era pormenorizado e organizado, porque roubavam também a chave da viatura e o telemóvel ao motorista, impossibilitando que o mesmo entrasse em contacto com as autoridades ou até pudesse ir em socorro dos bens que lhe tinham sido roubados”, acrescentou.

Numa das três ocorrências de roubo, o taxista não conseguiu tirar as características dos assaltantes, pelo que a PSP conseguiu apenas “imputar dois roubos aos dois suspeitos”, assumindo como prova fulcral “o reconhecimento pessoal e a inquirição aos lesados”.

O cenário de assaltos a taxistas “trouxe algum sentimento de insegurança à comunidade em geral e também aos motoristas de táxi”, avançou a PSP, referindo que foi dada a “máxima atenção” à situação e “em dois, três dias” foram recolhidas as provas e identificados os suspeitos.

De acordo com o subcomissário da PSP, os taxistas lesados – todos homens - têm entre os 24 e os 55 anos.

Foi o ‘modus operandi’ que nos chamou à atenção”, reforçou João Prisciliano, adiantando que, “até ao momento, não há mais suspeitos”.

No âmbito das diligências policiais, a PSP apreendeu “a navalha, a bolsa com que os suspeitos se fizeram acompanhar junto dos taxistas, que foi um objeto que chamou à atenção, telemóveis e, depois, durante a busca, alguns objetos, algumas peças de vestuário que meteram os suspeitos no local do crime”.

Sem conseguir associar o dinheiro que estava na posse dos suspeitos com o valor roubado aos taxistas, o subcomissário da PSP revelou que os dois roubos imputados a estes jovens envolvem “400 euros em dinheiro, os telemóveis, as chaves do carro” e o facto de os taxistas não poderem trabalhar o resto da noite.