Os jogadores do Sporting vão ser ouvidos como testemunhas no caso de Alcochete através de videoconferência.

A juíza do caso aceitou o pedido feito pelo Sporting na terça-feira, na qualidade de assistente do processo da invasão à academia do clube. O Sporting tinha pedido que oito dos seus futebolistas fossem ouvidos como testemunhas através de videoconferência, invocando razões de ordem psicológica.

Os oito jogadores serão ouvidos desde o Tribunal do Montijo para o Tribunal de Monsanto, onde decorre o julgamento.

Luís Maximiano, Wendel e Mathieu vão testemunhar na segunda-feira, 9 de dezembro.

Os futebolistas encontravam-se na academia do clube, em Alcochete, a 15 de maio de 2018, quando a equipa do Sporting foi atacada por elementos do grupo organizado de adeptos da claque Juventude Leonina, que agrediram técnicos, jogadores e outros funcionários do clube.

O processo, que está a ser julgado no tribunal de Monsanto, envolve 44 arguidos, que estão acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Bruno de Carvalho, à data presidente do clube, Mustafá, líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e Mustafá também por um crime de tráfico de estupefacientes.