Há cada vez mais queixas de burlas online. Basta um site a oferecer negócios da China para conquistar os portugueses. Os criminosos até podem estar no estrangeiro, a milhares de quilómetros de distância. A equipa da TVI seguiu-lhes o rasto.

Tenha cuidado, muito cuidado cada vez que abrir ou se registar num site que lhe ofereça preços imbatíveis. É que, normalmente, o barato sai caro e pode estar a assumir uma dívida sem saber.

No Livro de Reclamações esta semana, revelamos duas burlas recentes que fizeram largas dezenas de vítimas, talvez centenas, em Portugal. Uma delas tem a assinatura de dois lusodescendentes que vivem em Estrasburgo. A outra é da autoria de estrangeiros, mas a empresa é sediada em Portugal. Se, em algum momento, se sentir engano, apresente queixa. Só assim se poderá defender e só assim as autoridades poderão agir.

Se conhece um serviço que não funciona, se acredita que foi enganado e se quer denunciar uma situação, pode enviar a sua reclamação para o nosso livro de queixas através do email aborgesqueixas@tvi.pt.

Você tem os direitos, nós os deveres de investigar e responsabilizar.

Como se defender e o que fazer em caso de burla

Cuidados a ter:

- É necessário que o utilizador compreenda que haverá sempre riscos ao navegar na internet.
- O utilizador deve ser atento e prudente quando utiliza as Tecnologias de Informação e Comunicação
- Procurar referências sobre as partes envolvidas no negócio (vendedor, site, interlocutor, promotor, etc)
- Efetuar compras em comerciantes com referências positivas ou procurar informação em páginas destinadas a consumidores Portal da Queixa e/ou Deco)
- Usar preferencialmente o cartão de crédito em vez do cartão de débito (porque pode haver um seguro que proteja em caso de fraude)
- Evitar fazer compras em sites que não comportam uma autenticação completa 
- Preferencialmente pagar após receber
- Não envie dinheiro para quem não conhece
- Procurar usar plataformas intermediárias na negociação (ex: ebay)
- Procurar usar plataformas intermediárias no pagamento, que deem alguma garantia sobre a transação financeira (ex: Paypal)
- Evitar qualquer pagamento direto
- Antes da aquisição do produto, validar a proposta ao vivo
- Tentar saber se o negociador tem loja física
- Desconfiar de produtos ou serviços cujas ofertas sejam demasiado atrativas e abaixo das condições de mercado
- Não fornecer códigos secretos dos cartões de pagamento
- Evitar compras em sites que não solicitem uma autenticação completa
- Evitar carregar em links, ou seja, preferencialmente escrever os endereços das páginas
- Não aceitar fotografias ou documentos de endereços que não conheça
- Certificar que o endereço corresponde exatamente ao original (pode ser muito parecido, mas haverá sempre diferença em relação ao endereço oficial)
- Desconfiar de mensagens oficiais com erros ortográficos ou gramaticais, bem como de mensagens sugestivas de haver fotomontagem
- Ser conhecedor dos alertas para fraudes que as instituições oficiais regularmente divulgam, ex. os Bancos e a Polícia Judiciária (https://www.policiajudiciaria.pt/alertas/) 

O que deve fazer depois?

- Deve apresentar queixa de imediato.
- Deve preservar e conservar todos os elementos de prova (tudo aquilo que esteve relacionado com a burla), nomeadamente:
- guardar o endereço, url, email, sms, mms, etc
- guardar impressões das páginas online referentes ao caso que a vitimou
- guardar todas as comunicações eletrónicas trocadas com o agente do crime
- guardar todos os contactos fornecidos pelo agente do crime
- guardar tudo aquilo que o agente do crime lhe enviou