O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) está a rebentar pelas costuras e não dá resposta aos pedidos de residência dos imigrantes. São milhares de pessoas que trabalham, pagam impostos e que continuam “ilegais”, reféns de um serviço disfuncional. Este é o tema do Livro de Reclamações desta semana.

Há mais de 400 mil imigrantes a viver em Portugal de forma legal, mas muitos milhares permanecem na sombra da ilegalidade, mesmo quando fazem tudo o que devem.

Alguns estão no país há mais de dois anos e desesperam pela falta de resposta do SEF. Trabalham, pagam impostos, mas na prática estão ilegais. Desde o ano passado que o SEF evita as longas filas de pessoas à porta, atendendo apenas agendamentos com marcação. Tudo o resto é por telefone ou pela página na internet do serviço. O que deveria ser mais fácil é, na verdade, um pesadelo.

Muitos não conseguem ligar para o SEF. Perdem horas, dias, meses. Quando finalmente conseguem uma marcação, descobrem que vão ter de percorrer centenas de quilómetros para serem atendidos. Há quem precise de ir de Lisboa ao Funchal, na Madeira, para conseguir a residência no país. São mandados também para os Açores, Aveiro, Évora, Viana do Castelo, entre outros.

São reféns de um Estado que os deixa contribuir para a riqueza do país, mas não lhes dá nenhum direito. Nem a eles, nem à família.

Se conhece um serviço que não funciona, se acredita que foi enganado e se quer denunciar uma situação, pode enviar a sua reclamação para o nosso livro de queixas através do email aborgesqueixas@tvi.pt.

Você tem os direitos, nós os deveres de investigar e responsabilizar.