O administrador do hospital privado do grupo Trofa Saúde assegura que “nunca passou pela cabeça dos responsáveis que a doente pagasse um cêntimo”, no caso da utente que caiu nas escadas rolantes da instituição, quando acompanhava um familiar.

Na comunicação social e nas redes sociais, a mulher acusa o hospital privado de não lhe prestar assistência e exigir que pagasse os tratamentos, cujos custos ascenderiam a 600 euros.

Numa publicação no Facebook, José Carlos Vilarinho, diretor clínico do Hospital de Alfena, do grupo Trofa Saúde, explica que o acidente não aconteceu por incúria da instituição, mas por desatenção da doente. E na resposta a um dos comentários, o responsável diz que, enquanto a direção do hospital era consultada sobre o suporte dos custos, a doente “saiu voluntariamente” e procurou ajudar num hospital público.

Quando a administrativa foi avisada de que não se tratava de alguém que teve um acidente e recorreu ao Hospital, mas sim alguém que caiu dentro do Hospital foi levar a questão da isenção à direção. Entretanto a doente saiu voluntariamente, procurou o publico e resolveu fazer este escândalo. Nunca tivemos a oportunidade de dizer o óbvio."

Não é uma administrativa que toma essas decisões. Claro que não tem essa autonomia. (…) Não passa pela cabeça de ninguém que a resposta fosse outra que não a isenção.”, escreveu.

José Carlos Vilarinho esclareceu, na publicação do Facebook, que a utente do Serviço Nacional de Saúde foi “fazer exames convencionados” no Hospital de Alfena e caiu nas escadas rolantes, não por incúria da instituição, mas por desatenção da própria.

Ignorando os avisos expressos de forma cristalina no sentido de pessoas idosas evitarem as escadas rolantes, deixou o familiar idoso usar as mesmas escadas e embrulhou-se com o mesmo numa queda mais que previsível. Mau funcionamento das escadas? piso escorregadio? Obstáculos inadequados? Elevadores avariados? Não e não e não. Um simples acidente.”

O responsável assegura que a mulher teve assistência de imediata e foi transportada de cadeira de rodas para o serviço de urgência do hospital. Foi vista por um médico de Medicina Geral e Familiar e por um especialista em Cirurgia Geral.

Perante a necessidade de fazer um Rx ao punho, suturação das feridas e da realização de uma TAC cerebral, a administrativa informou a doente, que não tinha qualquer seguro ou subsistema de saúde, dos custos dos tratamentos, que rondariam os 600 euros. Informada pelos médicos que a doente tinha caído acidentalmente nas instalações daquele hospital, a administrativa resolveu consultar o diretor clínico.

José Carlos Vilarinho assegura que a doente abandou o hospital, antes de a decisão de isenção lhe ser comunicada. “Entretanto já tinham optado pela glória das redes sociais, pela exibição despudorada de hematomas e sangue seco, pela ida imediata à conquista dos cinco minutos de fama de vidas vazias sem outras oportunidades deste brilho, sempre sabendo do apetite insaciável de cenas chocantes e escândalos de opereta que ajudam a encher noticiários de hora e meia da mais pura vulgaridade jornalística”, escreve.

O responsável assegura que não se vai calar até repor a verdade sobre o caso, em nome de todos os que trabalham no Hospital de Alfena.

De acordo com notícias divulgadas por vários órgãos de comunicação social, na semana passada, Fernanda Campelo, de 46 anos, caiu nas escadas rolantes do hospital Trofa Saúde Alfena, em Valongo. Diz que, no hospital, lhe exigiram 300 euros para a suturar, outros 300 para Rx e TAC. Como recusou pagar, mandaram-na chamar uma ambulância e ir para um hospital público.

A mulher acabou por levar 5 pontos na cara e partiu o pulso.

Tudo aconteceu quando foi acompanhar a sogra, que foi fazer umas análises. Ao descer do 1.º andar para o rés-do-chão, nas escadas rolantes, a idosa diz que a escada deu um “arranque repentino” e desequilibrou-se. Quando tentou ajudar a sogra, Fernanda caiu de cabeça.

Redação / Publicada por MM