A unidade de cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, em Almada, entrou em rutura e deixou de receber mais doentes este sábado. 

Segundo Alexandre Lourenço, presidente da Região Sul da Ordem dos Médicos, estão preenchidas as 14 camas do serviço, que agora está a transferir os doentes urgentes que surgem para outros hospitais da área metropolitana.

Todas as vagas estão ocupadas, quer para doentes covid, quer para doentes não covid, o que significa que está impedida de receber doentes de gravidade importante e tem de os transferir quando eles surgem", explicou Alexandre Lourenço. "O relato que temos é que as equipas estão muito sobrecarregadas, apesar de terem equipamentos não têm pessoal para aumentar a capacidade de forma imediata", disse o dirigente da Ordem dos Médicos. 

"Não basta comprar ventiladores, é preciso investir em recursos humanos, os médicos estão em burnout", destacou Alexandre Lourenço em entrevista na TVI24.

Recorde-se que o Hospital Garcia de Orta é a unidade de referência da margem sul, articulando-se com os hospitais de Setúbal e do Barreiro. 

/ BC