Na tarde desta sexta-feira, profissionais do SNS24 receberam um e-mail que dava conta de "uma compensação equivalente ao custo do seguro de acidentes de trabalho". À partida, um e-mail de rotina entre entidade empregadora e funcionários.

Não fosse, no anexo desse e-mail, estar um ficheiro 'Excel' que viria a expor dados pessoais de 1906 colaboradores do SNS24. 

Entre os dados expostos estão números de telemóvel, moradas, nomes completos, números de identificação civil e números de identificação fiscal.

Quando se apercebeu do sucedido, a funcionária responsável pelo 'leak' escreveu aos profissionais de saúde do SNS24, lamentando o sucedido e pedindo "encarecidamente" que apagassem o "referido e-mail". 

Mensagem reforçada, mais tarde, por um gestor do SNS24, que fez questão de lembrar os profissionais de que estão obrigados, pelo contrato que têm com o serviço, a "confidencialidade". 

Na qualidade de Gestor do Serviço SNS24, solicito, que tal e-mail seja eliminado, ao abrigo do acordo de confidencialidade em vigor"

Na sequência do sucedido, a TVI pediu esclarecimentos ao ministério da Saúde, que remeteu respostas para a Altice, empresa que explora o SNS24. 

À TVI, a Altice Portugal confirmou "que uma colaboradora, no envio de um e-mail de rotina aos profissionais de saúde, anexou por lapso um ficheiro que continha dados pessoais desses mesmos profissionais".

A Empresa abriu de imediato um processo interno com vista à proteção dos dados pessoais e apuramento de responsabilidades. A Empresa adianta ainda que já iniciou diligências com vista a notificar a CNPD do sucedido", continuou. 

Em entrevista à TVI, um dos profissionais de saúde, que viu os dados expostos no referido e-mail, afirmou "Eu até posso mudar de número de telemóvel, mas e os outros dados? Não posso simplesmente mudar de casa ou de NIF. O que aconteceu foi muito grave. Todos estamos sujeitos a errar, é um facto, mas este erro afetou muitos de nós"

Contactada pela TVI, a Comissão Nacional de Proteção de Dados diz não ter "qualquer comentário a fazer neste momento".

Diogo Assunção / atualizada com resposta da CNPD a 01/02