Os danos na rede elétrica provocados pela depressão "Fabien" no continente português deverão estar completamente resolvidos até ao final desta segunda-feira, informou a EDP Distribuição.

Num comunicado enviado às redações, a empresa considera que “até ao final do dia de hoje todas as situações resultantes da depressão Fabien serão ultrapassadas”, embora os próximos dias sejam de trabalhos “na consolidação das reparações já efetuadas, bem como na identificação e resolução de falhas de fornecimento de energia na baixa tensão”.

No ponto de situação divulgado ao início da tarde, a EDP lembra que a depressão Fabien provocou “danos significativos” na rede elétrica, sobretudo nos distritos de Vila Real e Viseu, mas que “todos os incidentes relativos à média e alta tensão foram ultrapassados, quer por reparação das linhas, quer através do recurso a geradores, ou centrais móveis, nas situações mais complexas”.

No comunicado a EDP sublinha ainda o trabalho dos “muitos operacionais que estão no terreno” e o “empenho de todas as entidades com quem a empresa tem colaborado”, nomeadamente autarquias e Proteção Civil.

No que toca ao reporte de anomalias de rede de baixa tensão, a EDP Distribuição mantém a disponibilização do Contact Center (800506506) e a uma aplicação móvel (‘app’).

Altice Portugal já recuperou serviços de mais de 90% dos clientes afetados

A Altice Portugal informou esta segunda-feira que já recuperou os serviços de mais de 90% dos clientes afetados pelas depressões Elsa e Fabien, que nos últimos dias fustigarem o território português.

Neste momento, os distritos mais afetados são Viseu, Coimbra, Guarda, Aveiro e Vila Real, sendo que ao longo dos últimos dias o impacto se fez sentir também de forma significativa em Bragança, Braga, Porto, Viana do Castelo e Grande Lisboa”, refere a Altice Portugal em comunicado.

A empresa de telecomunicações enaltece também “o profissionalismo, dedicação e trabalho de mais de um milhar dos seus operacionais que se mantém no terreno, já há vários dias seguidos, apesar das condições meteorológicas muito adversas”.

No comunicado, a Altice Portugal refere que as equipas têm visto “o seu trabalho limitado por vários fatores que não permitem a intervenção, sobretudo na zona Centro do país”, como as zonas com planos de emergência municipal ou em áreas completamente intransitáveis, por “perigo de derrocadas ou por se encontrarem alagadas”.

A empresa adianta que as equipas têm visto o seu trabalho no terreno ser dificultado “também pelas condições de segurança que têm de ser garantidas e que são, em muitos casos, fatores impeditivos para aceder à reposição de alguns clientes”.

A Altice refere ainda que decidiu manter o contingente operacional ativo no território durante a quadra natalícia para levar a cabo a reposição de serviços para que, assim que seja possível intervenção no terreno, a mesma seja realizada.

Paralelamente, a Altice Portugal comunica que reforçou as equipas de atendimento ao cliente de modo a acompanhar a todo o momento as necessidades no território português.

A empresa salienta que “a recuperação dos serviços tem estado igualmente dependente de fatores externos às infraestruturas de telecomunicações, nomeadamente da energia, cuja reposição tem contribuído de forma considerável para o aumento da rapidez na recuperação de sites da Altice Portugal em todo o país”.

A Altice Portugal lamenta “não estar a garantir a habitual taxa de concretização de novas instalações”, já que “está compreensivelmente a privilegiar a reposição de serviços” aos clientes afetados.

O gabinete de Crise da Altice Portugal vai manter-se ativo.

Os efeitos do mau tempo, que se fazem sentir desde quarta-feira, já provocaram dois mortos e um desaparecido e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre quarta e sexta-feira, a que se juntou no sábado a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil, num balanço feito esta segunda-feira às 10:00, disse que o distrito de Coimbra é aquele que ainda causa maior preocupação, apesar de o número de ocorrências ter “baixado significativamente”, esperando-se a redução do leito do rio Mondego nos próximos dias.