O ministro do Ambiente e da Ação Climática enfatizou esta terça-feira que "a economia tem que crescer para gerar bem-estar", mas na base da neutralidade carbónica e regeneração de recursos, salientando o papel da ciência em "desafios de escala".

João Pedro Matos Fernandes encerrou , em Lisboa, no Encontro Ciência 2020, a sessão "Ciência em Portugal para uma Europa mais verde", a última do dia de arranque da iniciativa organizada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Em "tempo de mudança", marcado pela pandemia da covid-19, que o levou a falar para um auditório praticamente vazio, o titular da pasta do Ambiente frisou que "a economia tem que crescer dentro dos limites terrestres para gerar bem-estar", e que tal implica uma "economia neutra em carbono" e que "regenere recursos".

O ministro realçou o "papel fulcral" da ciência na resposta a "desafios de escala", como o desenvolvimento de "processos que incorporem materiais reutilizáveis", mais do que "novos produtos", apontando os setores do calçado e dos têxteis como exemplos onde essa aplicação deve ser feita.

Um outro "desafio de escala", para garantir a descarbonização, é o uso de gases renováveis, como o hidrogénio, na produção de eletricidade ou de combustíveis para transportes de pessoas e mercadorias.

Se nada for feito para travar a poluição causada pelos plásticos, estes "são a derrota dos oceanos", afirmou João Pedro Matos Fernandes.

O Encontro Ciência 2020, que começou e termina na quarta-feira, decorre em simultâneo com intervenções presenciais, no Centro de Congressos de Lisboa, e por videoconferência devido à pandemia da covid-19, sendo transmitido via internet.

A iniciativa é organizada pela FCT, em colaboração com a Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e a Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.

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