Já é conhecida a proposta da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de lotação de todas as praias da costa de Portugal continental.

De acordo com informação divulgada esta terça-feira relativa à região Centro,  que complementa as lotações já indicadas pela agência no dia 27 de maio, as praias do concelho da Figueira da Foz podem receber este ano em simultâneo 51.200 pessoas. Também no litoral deste distrito a praia do Alto do Viso terá capacidade para 8.700 utentes, mais 100 do que a de Buarcos.

A praia do Relógio apresenta-se com capacidade para 6.400 pessoas, o Cabedelo, muito usada por surfistas, para 4.100 (variação até 5.100 dependente da maré) e Quiaios, a norte da cidade, para 7.200. A Murtinheira poderá receber 3.500 banhistas.

Na região Centro, destaque também para a praia da Barra, em Ílhavo, com capacidade para 11.800, praia de Mira (11.200), Tocha, em Cantanhede (8.000), Torreira, na Murtosa, com 8.800 ou Esmoriz, em Ovar, com 6.900.

Veja aqui a lotação para as praias do Centro.

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A Praia de Matosinhos, no distrito do Porto, lidera a Norte a lista de areais com maior lotação autorizada em tempo de pandemia, com capacidade para 8.300 banhistas. Segue-se a praia da Aguda, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, com capacidade para 5.700 banhistas e a praia de Moledo, no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo com uma lotação máxima de 4.500 pessoas.

Entre os areais com maior lotação destacam-se ainda as praias da Rua 37 (4.300) e da Frente Azul (3.800) no concelho de Espinho, de Canide Norte (3.600), em Vila Nova de Gaia, e de Suave Mar (3.000), em Esposende.

Veja aqui a lotação para as praias do Norte.

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No Alentejo, a praia da Zambujeira do Mar vai poder receber entre 500 e 1.200 pessoas consoante a variação da maré. Em Odemira, a praia Atlântica aguarda uma revisão da lotação a partir do momento em que a remodelação do passadiço for concluída.

A praia de Troia (mar) vai ter uma lotação de 3.500 banhistas e é o areal com a maior capacidade da região. Destaque ainda para a Prainha que tem lotação para 3.000 pessoas.

Veja aqui a lotação para as praias do Alentejo.

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As praias com menor lotação na zona do Tejo e Oeste são a da Azarujinha, em Cascais, e a da Pedra do Ouro, em Alcobaça, que terão uma capacidade máxima de 100 pessoas. Em sentido contrário estão a praia da Nazaré, com lotação máxima de 17.100 pessoas, o areal da Fonte da Telha, que tem uma lotação total de 14.500 pessoas e Carcavelos, que terá capacidade para 12.100 banhistas.

Veja aqui a lotação para as praias do Tejo e Oeste.

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No Sotavento algarvio a praia com menor lotação será a Ria da Fuseta, em Olhão, com uma capacidade máxima de 700 pessoas. As praias de Faro e de Monte Gordo terão uma lotação de 12.600 banhistas cada.

 

Veja aqui a lotação das praias no Sotavento algarvio

 

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Já no Barlavento algarvio, onde existem várias praias com capacidade total inferior a 100 pessoas, a praia com menor lotação será a Praia da Marinha, em Lagoa. Os areais com maior capacidade são a Praia da Rocha, em Portimão, com lotação de 8.800 pessoas e a Meia Praia Nascente, em Lagos, onde poderão estar até 8.700 pessoas em simultâneo.

Veja aqui a lotação das praias do Barlavento algarvio.

 

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Importa garantir a distância de segurança, o que pode implicar a redução da capacidade de ocupação do areal em determinadas praias. Contudo, em algumas praias, em particular nas de grande dimensão, os valores agora obtidos podem ser superiores à capacidade de carga definida nos ‘Planos de Ordenamento da Orla Costeira/Programas da Orla Costeira’, tendo em conta que, nas atuais condições, os utilizadores estão mais disponíveis para ocuparem uma área de areal que ultrapassa os limites das áreas de conforto", consideradas naqueles documentos, explica a APA.

No caso das "águas costeiras e de transição", o cálculo da capacidade de cada praia foi apurado através de uma conjugação de critérios como a "definição da área de areal utilizável para a prática balnear com a profundidade possível", "as características biofísicas e faixas de salvaguarda ao risco costeiro", "o limite lateral das praias", a "influência da maré" e a "utilização de uma área de 8,5 m2/pessoa, considerando o distanciamento físico necessário por razões sanitárias", entre outros.

Quanto a "águas interiores", foi definida a área utilizável para a prática balnear "considerando a extensão da frente da zona balnear e uma faixa com a profundidade passível de utilização contada a partir do limite do plano de água", sendo considerados também "os espaços envolventes disponíveis para o uso balnear", como parques de merendas, esplanadas, relvados, campos de jogos e piscinas com plataformas flutuantes.

Durante a época balnear deste ano, os utentes das praias devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus-de-sol, toldos ou colmos, segundo um decreto-lei aprovado pelo Governo.

Além do “distanciamento físico de segurança entre utentes no acesso e na utilização da praia e no banho no mar ou no rio”, os cidadãos devem cumprir as medidas de etiqueta respiratória e proceder à limpeza frequente das mãos, bem como “evitar o acesso a zonas identificadas com ocupação elevada ou plena”.

Relativamente ao estado de ocupação das praias, vai existir "sinalética tipo semáforo", em que a cor verde indica ocupação baixa (1/3), amarelo é ocupação elevada (2/3) e vermelho quer dizer ocupação plena (3/3).

Segundo o Governo, a informação sobre o estado de ocupação das praias vai ser "atualizada de forma contínua, em tempo real", designadamente na aplicação ‘InfoPraia’ e na página da internet da APA.