A pegada ecológica que tem a assinatura dos portugueses é de tal ordem, que seriam precisos  recursos naturais equivalentes aos produzidos por mais de dois planetas e meio para mantermos o nosso estilo de vida, revela um documento publicado esta terça-feira pela organização ambientalista WWF.










O que fazer para contrariar o crescimento da pegada ecológica?

Para desagravar a atual situação de gastar mais recursos do que aqueles que o planeta tem capacidade para produzir e repôr, «são necessárias mudanças» no comportamento dos cidadãos e das empresas.

Angela Morgado apontou alterações nas formas de mobilidade, e, de modo indireto, nos produtos consumidos. «Temos de perceber qual a sua origem, para tentarmos reduzir ao máximo o componente do carbono».

A opção por alimentos produzidos localmente, para evitar o transporte de longa distância, e a produção doméstica de energias renováveis, através da instalação de painéis fotovoltaicos, por exemplo, são passos a seguir. Para a indústria, uma das alterações relaciona-se com a redução da queima de combustíveis fósseis.

«A pegada ecológica de Portugal é elevada. A insustentabilidade do nosso estilo de vida tem levado à perda da biodiversidade, tanto em casa como no exterior - as nossas opções de consumo prejudicam os sistemas naturais dos quais dependemos para os alimentos que consumimos, o ar que respiramos e o clima ameno que precisamos», resume Angela Morgado, na síntese da apresentação do relatório para Portugal.

O Relatório Planeta Vivo 2014 é a décima edição da principal publicação bianual da Rede WWF, tem o tema «Espécies e Espaços, Pessoas e Lugares» e analisa mais de 10.000 espécies de populações de vertebrados entre 1970-2010.