O coletivo de juízes do Tribunal de Almada anunciou que vai ser proferido durante a tarde desta segunda-feira o acórdão de sentença do caso do homicídio da professora Amélia Fialho, no Montijo.

O Ministério público tornou a pedir pena máxima de prisão para os dois arguidos do processo, Diana Fialho e Iuri Mata, filha adotiva e genro da docente, respetivamente.

Diana Fialho e Iúri Mata estão acusados pelo Ministério Público (MP) pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver.  

O julgamento iniciou-se em 4 de julho e ambos os arguidos remeteram-se ao silêncio, apesar de o advogado de Iúri Mata ter esclarecido que o seu cliente não estava em condições de o fazer “por esta sob efeito de forte medicação”.

Segundo o despacho de acusação do MP, os arguidos “gizaram um plano para matar Amélia Fialho, de 59 anos, e, ao jantar, colocaram fármacos na bebida da vítima que “a puseram a dormir”, tendo desferido “vários golpes utilizando um martelo”, que causaram a morte da professora.

Após o homicídio, relata a acusação, os arguidos embrulharam o corpo e colocaram-no na bagageira de um carro, deslocando-se até um terreno agrícola, em Pegões, no Montijo, onde, com recurso a gasolina, “atearam fogo ao cadáver”.

Na primeira audiência, a inspetora da Polícia Judiciária (PJ) que participou na investigação do crime, Fátima Mira, garantiu que foi Iúri Mata que ajudou a “fazer o reconhecimento e reconstituição do crime", por se encontrar “arrependido na altura”.

Além disso, referiu que foi encontrado “sangue humano” em roupas dos arguidos e na bagageira da viatura utilizada por ambos, além dos documentos de Amélia Fialho, que estavam escondidos e “enrolados em papel higiénico”.

Já as imagens de videovigilância da bomba de gasolina, segundo a inspetora, mostram Iúri Mata a comprar um garrafão de água, o qual encheu com gasolina, e Diana Fialho, um pouco depois, a adquirir um isqueiro.

Foi em 7 de setembro de 2018 que a filha adotiva e o genro da vítima foram detidos e presentes a tribunal, o qual decretou a medida de coação de prisão preventiva. A arguida está no Estabelecimento Prisional de Tires, enquanto o homem no do Montijo.