Todos os anos surgem mil novos casos de cancro do colo do útero, em Portugal. Em média, morre uma mulher por dia vítima desta doença.

As mulheres entre os 25 e os 65 anos representam o grupo de maior risco.

A médica Amélia Pedro, membro da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, esteve na manhã, desta quarta-feira, no Diário da Manhã.

É um cancro grave, que atinge pessoas numa idade muito jovem”, relembra a Dra. Amélia Pedro.

 

Amélia Pedro esclarece que o cancro do colo do útero é provocado pelo vírus do papiloma humano (HPV).

80% das pessoas são infetadas com o vírus HPV durante a vida, 10% vai desenvolver lesões pré-malignas e apenas entre 1% a 2% vai desenvolver cancro", revela a especialista.

Portugal é o país da Europa ocidental com a taxa de incidência mais elevada deste tipo de cancro, grave, é uma doença silenciosa, que pode não provocar sintomas. Amélia Pedro identificou a falta de organização de rastreios como uma das principais causas do atraso nacional.

Em que é que Portugal falhou ao longo dos anos? Não temos tido um rastreio organizado de base populacional. Ou seja, as mulheres que são rastreadas são as mulheres que vão ao médico. Nós temos de ter um rastreio populacional que cubra pelo menos 70% da população para ser eficaz, é nesta fase que temos falhado”, destaca Amélia Pedro.

O rastreio e a vacina são fundamentais para prevenir e minimizar os danos provocados pelo cancro do colo do útero. 

É evitável pelo rastreio e através da vacina”, a garantia deixada pela médica especialista Amélia Pedro. 

Preocupações que estão em destaques nesta semana europeia de prevenção do cancro do colo do útero.