A GNR impediu mais de 1.000 entradas e saídas da Área Metropolitana de Lisboa (AML), face à proibição de circulação ao fim de semana decretada pelo Governo, como medida preventiva de combate à covid-19.

Segundo, ainda, os dados provisórios da Guarda, foram fiscalizados mais de 14.000 veículos e levantados 68 autos de contraordenação.

No total foram realizadas 140 operações de fiscalização e detetadas 1.095 situações de recusa de entrada ou de saída da AML.

Foi o segundo fim de semana consecutivo de proibição de circulação de e para a AML (entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 de segunda-feira), salvo as exceções anunciadas.

No entanto, ao contrário do que aconteceu na semana passada, neste fim de semana as pessoas com um certificado digital de vacinação completa ou em como recuperaram da doença nos últimos meses, poderiam passar.

Também passou a ser possível sair ou entrar na AML com um teste PCR (feitos nas últimas 72 horas) ou de antigénio (feito nas últimas 48 horas).

Em declarações aos jornalistas na quinta-feira, no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que estas medidas pretendem “a contenção” da variante Delta no resto do país, uma vez que a incidência é maior na AML, devido a vários fatores.

A AML tem todos os seus 18 municípios sujeitos a medidas mais restritivas de desconfinamento, com destaque para Lisboa e Sesimbra.

Na quinta-feira, Lisboa juntou-se a Sesimbra e deu um passo atrás no processo de desconfinamento por estar em “risco muito elevado”, com uma taxa de incidência de covid-19 superior a 240 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias.

Os restantes 16 municípios da AML encontram-se em “risco elevado” de incidência da covid-19, por terem 120 casos por 100 mil habitantes.

São eles Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

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Daniela Rodrigues / CM