A escola profissional Ofício das Artes, financiada pela Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, está a ser investigada pelo Ministério Público por desvio de dinheiros.

O relatório da Inspeção Geral da Educação, a que a TVI teve acesso, dá como provado que o presidente da escola e a diretora pedagógica, Daniel Garfo e Carla Pomares, desviaram milhares de euros em benefício pessoal.

A autarquia comunista sabe de tudo, mas mesmo assim continua a injetar dinheiro. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, não quis pronunciar-se sobre o caso.

O relatório da inspeção, conhecido em janeiro, veio confirmar todas as suspeitas. O documento arrasa os dois responsáveis pela escola e confirma levantamentos em dinheiro sem justificação, pagamentos por deslocações inventadas, desvios de verbas para suportar as contas de eletricidade da casa do presidente, o pagamento de quase cinco mil euros à mulher de Daniel Garfo por serviços que nunca prestou, despesas com supermercado durante férias escolares e muitos gastos em refeições.

O documento diz mesmo que os dois responsáveis revelam “falta de idoneidade”.

Mas passaram dez meses e os visados continuam em funções. E já depois do relatório que concluiu pela falta de idoneidade, o Ministério da Educação confirmou a nomeação de Carla Pomares como diretora pedagógica da Ofício das Artes.

A Câmara de Montemor-o-Novo continua a financiar o projeto com 25 mil euros por ano, além de outro apoios especiais.