o presidente do F.C do Porto disse-lhe que Carolina a iria prejudicar, oferecendo-se para ajudá-la e chamando a atenção para os três filhos que esta tem.

afirma ter visto «uma pistola e uma máquina fotográfica dentro do carro».

afirma que no terceiro encontro Pinto da Costa entregou um «envelope com 500 euros», explicando que «era para as meninas»



prontificou-se a ajudá-la e ao marido a montarem uma empresa, tendo fornecido o seu número de telemóvel e entregue um aparelho que apenas deveria usar para lhe ligar.

todos os meses passou a entregar-lhe a mesma quantia num envelope, primeiro através do referido empresário e mais tarde, por via do advogado Pedro Alhinho. As mesadas terminaram no mês passado.

Desde o primeiro envelope que a testemunha «sabia que mais tarde ou mais cedo algo lhe seria pedido em contrapartida de todas estas dádivas».

A suspeita confirmou-se, segundo a testemunha. No primeiro depoimento, prestado em Junho de 2007, no DIAP do Porto, Ana Maria afirma que «houve coisas que disse que lhe foram pedidas pelo senhor Pinto da Costa». Sobre o julgamento do «caso do envelope», que decorre em Gaia, em que o presidente do F.C. do Porto é arguido, a irmã de Carolina afirma que Pinto da Costa lhe «pediu para dizer que a sua irmã estava acamada e, por isso, impossibilitada de ter visto o que quer que fosse».. Facto que afirma não corresponder à verdade.

Contactada pelo TVI24 online, Ana Maria Salgado referiu que «ainda ficou muita coisa por dizer», escusando-se a adiantar mais pormenores.

Igualmente ouvido, o advogado Pedro Alhinho, que até ontem representava Ana Maria Salgado, referiu que as declarações da testemunha na parte em que o envolvem «são absolutamente falsas», ironizando até que se tivesse sido intermediário para entregas de dinheiro «teria cobrado uma comissão pelo serviço». O causídico renunciou ontem ao mandato e não tenciona processar a ex-cliente porque, justifica; «não me ofende quem quer e as declarações da senhora não me fazem mossa».

As declarações prestadas no âmbito do processo pendente na PGR, que investiga as circunstâncias em que Ana Maria prestou depoimento no DIAP do Porto, vão originar um novo processo em que Pinto da Costa será investigado, designadamente, por autoria moral de falso depoimento. O processo será entregue a outro procurador.

Carolina acompanhou a irmã a Lisboa, na mesma tarde em que foi agredida à porta do Tribunal de Gaia. Um episódio que levou a Ana a «encher-se de coragem» e a contar «toda a verdade».