A médica Ana Paiva Nunes recebeu o primeiro prémio de um registo internacional de tratamentos em AVC na terapêutica da reperfusão, tornando o São José o centro de trombectomia que regista mais doentes e com melhor qualidade de dados.

A informação sobre o prémio consta do site do SITS (na sigla inglesa), que é um sistema de registo independente baseado no Instituto Karolinska, na Suécia, uma iniciativa médica que pretende melhorar o tratamento do AVC, reduzindo a sua carga global e melhorando os tratamentos.

Em declarações à agência Lusa, a médica Ana Paiva Nunes explicou que em Portugal não existe obrigatoriedade de fazer o registo dos doentes submetidos a tratamentos de reperfusão. No seu caso, a médica do hospital São José começou a fazer o registo de todos os doentes submetidos a trombectomia, que é a remoção do vaso ou do trombo, que é o método geralmente indicado em coágulos grandes.

Sobre o prémio, entregue na segunda-feira na Suécia, a médica sublinhou que não se trata de uma comparação quanto ao tratamento dos doentes com AVC, mas antes é relativo à inclusão e registo de pessoas submetidas a um determinado tratamento.

Em concreto, o São José, hospital integrado no Centro Hospitalar de Lisboa Central, foi distinguido como centro com o maior registo de doentes e com melhor qualidade de dados.

Para Ana Paiva Nunes, o registo dos doentes, que é obrigatório nalguns países, “é a única forma” de um hospital se comparar com outros centros, sobretudo em Portugal, onde não existe um registo nacional.

Só um registo nacional permitira saber, por exemplo, quantos doentes com AVC foram submetidos a trombólise ou a trombectomia.