A Associação Nacional dos Cuidados Continuados (ANCC) anunciou, esta terça-feira, que vai colocar uma bandeira preta nas receções das unidades, como forma de protesto, reiterando que é alvo de “perseguição, discriminação e roubo” por parte do Governo.

O diferendo com o Governo devido às verbas que a associação reclama tem sido alvo de vários comunicados e tomadas de posição de ambas as partes nos últimos meses.

A associação diz que o Governo está a deixar as Unidades de Cuidados Continuados “numa situação verdadeiramente negra, condenando-as à morte”, ou seja, à falência “pelo facto de pagar abaixo do preço de custo”.

Além da colocação da bandeira, está também a ser solicitado aos trabalhadores das Unidades de Cuidados Continuados que usem uma braçadeira negra, como protesto pelo “desgaste de tratar doentes cada vez mais complexos”, por não auferirem uma melhor remuneração e pelos casos de salários em atraso.

Muitos já disseram [que vão] aderir”, afirmou a associação em comunicado.

A 13 de fevereiro, o Tribunal Administrativo declarou extinta uma providência cautelar interposta pela ANCC, segundo o Ministério da Saúde.

A ANCC anunciou em 27 de dezembro a providência cautelar contra o Estado português, acusando os ministérios da Saúde e da Segurança Social de não cumprirem com os acordos de cooperação e de colocarem o setor em risco.

A associação promete agora colocar uma ação em tribunal contra o Estado português, que “oportunamente será comunicada” à comunicação social.

Na providência cautelar, a Associação Nacional de Cuidados Continuados reclamava o pagamento de um valor superior a um milhão de euros, tendo por base a não emissão de uma portaria de atualização de preços no âmbito dos cuidados continuados.