A Associação Nacional das Farmácias (ANF) apelou este domingo ao Parlamento para que ajude na manutenção de serviços aos portugueses, quando se avizinha o debate da petição “Salvar as Farmácias, Cumprir o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Na quarta-feira, às 15:00, as farmácias vão suspender o seu funcionamento durante os 23 minutos reservados pela Assembleia da República para debater a petição ‘Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS’”, anunciou a ANF em comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo a nota, naquele dia, a plataforma informática de dispensa das receitas eletrónicas “ficará 23 minutos inativa”.

Com a paragem simbólica, as farmácias “alertam a sociedade portuguesa e o poder político sobre a urgência de medidas concretas para salvaguardar os serviços das farmácias aos portugueses”.

O Estado tem iniciado várias experiências de serviços farmacêuticos críticos para a saúde dos portugueses, mas esses processos arrastam-se no tempo, sem decisão ou qualquer investimento público. Há 250 doentes com VIH-sida seguidos há quatro anos nas farmácias comunitárias sem que o Estado assuma qualquer responsabilidade por esse serviço”, aponta a ANF.

Paulo Cleto Duarte, presidente da ANF, que reúne 2.750 farmácias, sublinha, citado na nota, que “a indecisão do Estado deixa os farmacêuticos comunitários entre a espada e a parede”.

Por um lado, a sua consciência profissional impede-os de deixar de servir um único doente. Por outro, a sobrevivência das farmácias proíbe-os de continuar a prestar serviços gratuitamente, sem qualquer comparticipação por parte do Estado”, afirma o dirigente.

Segundo a ANF, na última década, a rede de farmácias tem sido alvo de uma série de medidas de austeridade “que conduziram ao colapso da sua sustentabilidade económica”.

Neste momento, “há 702 farmácias alvo de processos de penhora e de insolvência, o que corresponde a 24% da rede”, aponta.

A ANF adianta que entre segunda-feira e quarta-feira, a linha telefónica 1400 “irá esclarecer os cidadãos quanto aos serviços farmacêuticos que terão de ser suspensos por falta de comparticipação do Estado”.

As chamadas são gratuitas e os portugueses poderão continuar a usar esta linha para fazer as suas encomendas de medicamentos”, explica.

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