Nasceu em 1998 e era a lontra-marinha mais velha da Europa, chamava-se Maré e foi, em tempos, a cria das icónicas lontras Amália e Eusébio, também habitantes do Oceanário de Lisboa. 

Com 23 anos, Maré morreu a 1 de junho, no 'Dia Mundial da Criança', num processo natural e esperado tendo em conta a avançada idade. Nasceu no dia 2 de maio de 1998, exatamente vinte anos antes da abertura da Expo98, o que coincidiu com a fase final dos preparativos para a abertura do Pavilhão dos Oceanos (o atual Oceanário), e cedo se tornou especial. Foi a primeira lontra-marinha a nascer em instituições europeias.

À época, foi necessário adaptar o percurso e fechar a passagem pelo Habitat do Pacífico durante algumas horas do dia para que a mãe Amália e a filha Maré tivessem os necessários momentos de repouso. Uma operação complexa, mas de sucesso, que marcou o arranque de uma vida de atento e dedicado cuidado da equipa de biólogos.

Mais tarde, no âmbito de um programa de reprodução, a Maré integrou o Aquário do Jardim Zoológico de Antuérpia e o Jardim Zoológico de Roterdão, tendo regressado de novo a Portugal em 2010.

A lontra maré completou no início do mês de maio, 23 anos, uma idade considerada já sénior, uma vez que a esperança média de vida de uma lontra-marinha fêmea é de cerca de 15 anos na natureza.

Pela sua idade avançada sabíamos que estava num período delicado de saúde. A Maré já tinha ultrapassado a esperança média de vida de uma lontra-marinha, sendo a mais velha da Europa e uma das mais velhas do mundo” afirmou a Curadora do Oceanário de Lisboa, Núria Baylina.

 

É um momento triste para nós pois este era um dos nossos animais mais emblemáticos, que vimos nascer e envelhecer, acarinhado por toda a equipa e pelo público em geral”, acrescentou. 

Redação