A viúva de Pedro Lima criticou esta sexta-feira a decisão do Governo de fazer a requisição civil do espaço Zmar para receber doentes covid-19 do concelho de Odemira, um dos mais afetados pela pandemia atualmente.

A indignação partiu de Anna Westerlund, que tem uma casa no espaço alentejano, e que agora a vai ter de disponibilizar para os pacientes do concelho, "a maior parte deles trabalhadores nas estufas locais".

Diz o primeiro ministro que eles têm direito a viver em condições dignas (obviamente, mas esse direito não começou ontem!)", completa a mulher na página pessoal do Instagram, cuja fotografia é do casal Anna Westerlund e Pedro Lima.

O Governo toma esta decisão numa altura em que Odemira, o maior concelho do país em área, é um dos mais afetados pela pandemia.

O Governo decidiu decretar uma cerca sanitária às freguesias de São Teotónio e de Almograve, no concelho de Odemira, devido à elevada incidência de casos de covid-19, sobretudo em trabalhadores do setor agrícola, anunciou o primeiro-ministro, António Costa, na quinta-feira à noite.

As freguesias de São Teotónio e Longueira/ Almograve voltam à primeira fase do desconfinamento, com cerca sanitária. As restantes avançam.

Isto significa que, nestas duas freguesias, têm de encerrar, a partir de sábado, esplanadas, lojas até 200 m2 com porta para a rua, ginásios, museus, monumentos, palácios, galerias de arte e similares. São proibidas as feiras e mercados não alimentares e as modalidades desportivas de baixo risco.

Só pode funcionar o comércio ao postigo, o comércio automóvel e mediação imobiliário, os salões de cabeleireiros, manicures e similares, após marcação prévia, os estabelecimentos de comércio de livros e suportes musicais, os parques, jardins, espaços verdes e espaços de lazer, e as bibliotecas e arquivos.

Redação