Um estudo levado a cabo pelo Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) conclui que 89% dos vacinados contra a covid-19 mantêm uma boa imunidade celular ao fim de seis meses. Isto, apesar dos anticorpos registam uma descida de 92%

Ou seja, quando comparados os dois tipos de imunidade, os resultados são contraditórios: a imunidade humoral apresenta uma descida vertiginosa passado meio ano, mas a imunidade celular mantém-se.

As conclusões deste estudo foram avançadas esta segunda-feira pelo Diário de Notícias (DN). O trabalho irá ser apresentado a 11 de novembro, em Barcelona, Espanha.

O diretor do Serviço de Patologia Clínica do CHMT, Carlos Cortes, explicou ao DN que o estudo começou com a avaliação da imunidade humoral em mais de 2000 funcionários do CHMT, que se voluntariaram para o mesmo. Tinham idades entre os 24 e os 67 anos, com um controlo antes da vacinação, para verificar se a pessoa já tinha ou não anticorpos do vírus; um outro após a primeira dose da vacina; outro após a segunda dose; depois ao fim de três meses; seis (o que já aconteceu) e ainda ao fim dos nove e dos doze meses.

Carlos Cortes, ressalva o valor do estudo já que já se sabe que "as células T são, precisamente, aquelas que guardam a memória do vírus e que, quando entram em contacto com este, produzem substâncias - como o Interferão-Gama - que vão ajudar o organismo a destruir as células infetadas e a neutralizar o vírus".

Mas não só. Segundo a mesma fonte acrescentou ao DN: "Este estudo é importante porque não há nada publicado de forma consistente sobre a imunidade celular".

/ PP