O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reagiu ao desaparecimento de um dos maiores nomes do fado em Portugal em entrevista à TVI24, dizendo que a morte do fadista é "uma perda nacional".

"Carlos do Carmo não era só a voz do fado, era uma voz de Portugal".

Também o primeiro-ministro manifestou, através das redes sociais, o seu pesar pela morte de Carlos do Carmo, dizendo que o fadista "não era só um notável fadista, que o público, a crítica e um Grammy consagraram"-

Por seu lado, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, recordou Carlos do Carmo como "uma das maiores referências da interpretação do fado, que mostrou sempre uma especial preocupação com a divulgação desta forma de música".

Palavras de reconhecimento que se estendem a outras figuras políticas. Também o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, manifestou hoje o seu pesar, recordando o fadista como “um nome ímpar” do fado e como “figura relevante” na luta pela liberdade.

A segunda figura do Estado recordou também um “amigo de mais de 60 anos” e a personalidade marcante de Carlos do Carmo, “que não deixava indiferente quem com ele convivia”.

Carlos do Carmo é, inquestionavelmente, um nome ímpar do fado e figura incontornável do meio artístico e da canção portuguesa, numa carreira de décadas que perdurará na memória de todos nós”, refere.

 

Hoje é um dia de grande tristeza pessoal. À família, nomeadamente à mulher Judite e aos filhos e netos, e aos muitos amigos, quero transmitir, em meu nome e em nome da Assembleia da República, a expressão do mais sentido pesar pelo falecimento de Carlos do Carmo”, refere a nota.

Também a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, já deixou a sua homenagem ao fadista.

O mesmo fez o candidato do PCP às presidenciais, João Ferreira.

A candidata presidencial Ana Gomes também lamentou, através das redes sociais, o desaparecimento de Carlos do Carmo.

A candidata presidencial e dirigente do BE, Marisa Matias, recordou o fadista como “um expoente máximo” da cultura e da reflexão sobre o país, considerando que a sua morte é “uma forma muito triste de começar” 2021.

É uma forma muito triste de começar este ano de 2021. Falamos de uma pessoa que não foi apenas um expoente máximo da cultura, mas foi também um expoente máximo na reflexão, em ajudar-nos a pensar o país, ajudar-nos a construir um país melhor”, afirmou Marisa Matias, questionada pelos jornalistas no final de uma visita à Casa do Lago, um centro de apoio a vítimas de violência doméstica em Lisboa.

Para Guilherne d'Oliveira Martins, presidente do júri do Prémio Vasco Graça-Cidadania Cultural, que o fadista recebeu no ano passado, Carlos do Carmo "é uma referência cultural e humana".

"Soube sempre ligar a dimensão artística a um empenhamento cívico livre e solidário. A sua obra ficará para sempre gravada na nossa memória - como embaixador do Fado, um dos artífices da classificação deste como património imaterial da Humanidade pela UNESCO", afirmou o também administrador da Fundação Calouste Gulbenkian e um dos nomes de referência do Centro Nacional de Cultura.

O fadista Carlos do Carmo morreu esta madrugada aos 81 anos no hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Lara Ferin / com Lusa