Os técnicos de diagnóstico e terapêutica manifestaram-se este sábado, em carta aberta ao primeiro-ministro, António Costa, “cada vez mais revoltados” com a evolução do processo negocial para revisão da sua carreira, que dizem estar a transformar-se numa “grande farsa”.

Os profissionais deste subsetor da Saúde, refere a missiva assinada pelo presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, Luís Dupont, “estão cada vez mais revoltados com a posição do Governo face a um processo negocial que já passou todos os limites, e exigem que sejam apresentadas novas propostas que venham ao encontro das suas reivindicações”.

Apesar das carreiras terem sido publicadas em agosto de 2017, “continuam por regulamentar matérias fundamentais, o que, a não acontecer, torna todo este processo negocial uma grande farsa”, acrescenta Luís Dupont na sua carta a António Costa.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica iniciaram em 05 de dezembro do ano passado, 12 dias intercalados de greve, um por mês decorrido desde a assinatura de um protocolo negocial com o Governo que “continua por encerrar”. E Luís Dupont assegura, agora, a intenção do sindicato de “intensificar a luta” pelo fecho do processo.

“Não vamos desistir”, garante, num comunicado às redações que acompanha o texto da missiva ao chefe do Governo.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica repartem-se por um conjunto de 18 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, a farmácia, a cardiopneumologia.

Segundo o sindicato, há cerca de 10 mil profissionais do subsetor a exercer funções nos serviços públicos de saúde.