O presidente da Câmara Municipal de Castro Verde (Beja), António José Brito, disse esta terça-feira estar a ser feita uma “avaliação rigorosa” da zona agrícola ardida no concelho, numa área superior a dois mil hectares.

Em declarações à agência Lusa, o autarca recordou que o concelho alentejano está classificado como Reserva da Biosfera da Unesco e indicou ter sido o "coração" da reserva que foi “profundamente afetado”.

O fogo, que deflagrou na segunda-feira à tarde e foi dominado esta terça-feira de madrugada, devastou uma área de cerca de 2.100 hectares, sobretudo "a zona central da biosfera”, referiu.

Segundo António José Brito, está a ser feita uma “avaliação rigorosa e um levantamento dos efeitos muito negativos” do fogo, juntamente com os agricultores de Castro Verde, nomeadamente a Associação de Agricultores do Campo Branco, e a Liga para a Proteção da Natureza, entidades parceiras da câmara.

Foi um incêndio de grande dimensão que tivemos. Em primeiro lugar na biodiversidade e em diferentes espécies de avifauna, há consequências evidentes nesse nível e por outro lado nas explorações agrícolas afetadas e que ficam agora com problemas sérios no plano económico depois do incêndio ter devastado áreas significativas de cereal”, exemplificou.

No combate às chamas ficaram feridos cinco bombeiros, dois dos quais com gravidade.

Os dois bombeiros feridos com gravidade encontram-se em hospitais de Lisboa, são situações graves que nos dão muitos cuidados, mas temos esperança que vão melhorar”, disse António José Brito.

O incêndio, que deflagrou em Lagoa da Mó, perto de Casével, foi dominado às 02:22 de hoje, depois do alerta dado às 17:07 de segunda-feira e alastrado a áreas de pasto, mato e seara.

/ AG