O secretário de Estado da Saúde criticou as “situações inaceitáveis” de vacinação indevida e confirmou que as instituições devem ter listas de suplentes, caso sobrem doses, para aplicar consoante os critérios do plano de vacinação.

António Lacerda Sales sublinhou que "a tolerância é zero" com as situações que têm sido noticiadas.

“A task-force tem reforçado as orientações para, no caso de haver doses sobrantes, existam listas suplementares, elaboradas com os critérios de priorização do plano."

O governante confirmou que, até agora, essas listas não existiam e que eram as próprias instituições que definiam quem vacinar. 

Lacerda Sales acrescentou ainda que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde vai fazer auditorias no âmbito nacional e que estes procedimentos "terão sanções, quer disciplinares, quer criminais, caso se provem".

Mesmo em caso de vacinação indevida, garantiu o secretário de Estado, estas pessoas têm a segunda dose garantida.

António Lacerda Sales confirmou que Portugal está a verificar "alguma desaceleração no crescimento" da pandemia, nomeadamente no índice de transmissibilidade, que é de 1.03. "Vamos esperar que a fórmula seja confinar, proteger os mais vulneráveis e vacinar", acrescentou.

“Ainda temos uma ou duas semanas duras pela frente, mas temos planos e vamos corresponder às necessidades dos portugueses."

O governante explicou que "os mecanismos de cooperação internacional estão ativos", mas o Governo está "a ponderar" se os utiliza ou não.

Catarina Pereira