O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) criticou esta segunda-feira a nova versão do sistema de Prescrição Eletrónica Médica, afirmando que veio “dificultar, atrasar e burocratizar” de “forma inaceitável” o trabalho dos médicos no Serviço Nacional de Saúde.

A nova versão da aplicação de Prescrição Eletrónica Médica (PEM), utilizada na maioria das unidades do SNS, foi implementada no final da semana passada e “pretende obrigar os médicos a preencher seis campos de posologia quando até agora a posologia era indicada de forma simples numa única linha de texto livre”, refere o SIM em comunicado.

As aplicações informáticas devem estar ao serviço dos médicos. Não são os médicos que devem estar ao serviço das aplicações informáticas”, defende o sindicato no comunicado.

O SIM garante que “tudo irá fazer para que as alterações à PEM não burocratizem o trabalho dos médicos”, tendo já solicitado uma reunião com a SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

Contactada pela agência Lusa, a SPMS explicou que as recentes alterações introduzidas no sistema de informação Prescrição Eletrónica Médica “visam permitir a possibilidade de prescrição de receitas desmaterializadas com 12 meses de validade”.

“Para facilitar a vida aos doentes crónicos e para concretizar este objetivo tornou-se necessário a recolha de forma estruturada da informação sobre diversas posologias”, refere a SPMS.

Com esta intervenção, explica, pretendeu-se “elevar a qualidade dos dados de todas as prescrições, substituindo-se o campo de texto livre, onde se escrevia a posologia, permitindo ao médico selecionar um conjunto de campos pré-preenchidos”.

“Apesar da simplicidade do sistema, consideramos que é sempre possível melhorá-lo, estando já marcada uma reunião entre a SPMS e o SIM que entre outros temas versará a simplificação da PEM”, adiantou a SPMS

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