A unidade de Ação Fiscal de Faro apreendeu na quarta-feira 114 mil maços de cigarros, avaliados em 513 mil euros, na Fronteira de Monte Francisco, concelho de Castro de Marim, anunciou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Em comunicado, a GNR, adiantou que os 114 mil maços de cigarros apreendidos não tinham qualquer estampilha fiscal.

“No âmbito de uma fiscalização rodoviária foi intercetado e fiscalizado um pronto-socorro, que se deslocava para Espanha, o qual rebocava duas viaturas. Os militares verificaram que uma das viaturas rebocadas continha uma quantidade avultada de maços de cigarros no seu espaço de carga, sem ostentarem qualquer estampilha fiscal”, é referido.

O condutor da viatura pronto-socorro, de 38 anos, foi constituído arguido, sendo indiciado pela prática do crime de Introdução Fraudulenta no Consumo.

Além dos 114 mil maços de cigarros, no total de dois milhões e 280 mil cigarros) foi também apreendido um veículo ligeiro de mercadorias.

“A mercadoria apreendida apresenta um valor presumível de 513 mil euros, o que se traduz numa fraude ao Estado superior a 400 mil euros”, indica ainda a GNR.

Na operação estiveram envolvidos 12 militares do Destacamento de Ação Fiscal de Faro, do destacamento de Trânsito de Faro e do destacamento territorial de Tavira.

Autoridades tentam descobrir origem

As autoridades portuguesas estão a tentar determinar a origem dos 114.000 maços de cigarros.

“Neste momento, o caso está em investigação e todas as hipóteses estão em aberto. Agora, estamos a falar de um prestador de serviços, recebeu um carro e estava a transportá-lo. Transportava duas viaturas de dois clientes diferentes, ele carregou a viatura, pagaram-lhe e estava a fazer o serviço dele. Eu pessoalmente não acredito que esteja envolvido, agora, tudo é possível”, esclareceu posteriormente uma fonte da GNR à agência Lusa.

O major Licínio Nunes disse que, como o caso está em investigação, “não convém divulgar muitos dados para não a dificultar” e apenas adiantou que “o destino do veículo era Espanha” e que a investigação está também a tentar “perceber de onde veio o tabaco, quem é o dono da viatura e quem a estava a utilizar” quando foi pedido o reboque.

Questionado sobre se tinha conhecimento de casos anteriores em que veículos de reboque sejam utilizados para transportar automóveis e passar mercadorias ilegais, a mesma fonte respondeu que “em Portugal não tem conhecimento”.

“Sei apenas de casos de alfaias agrícolas que foram utilizadas para esse fim em Espanha, na passagem para Marrocos”, acrescentou, frisando que os autores destes crimes tentam utilizar todos os mecanismos possíveis para tentarem enganar as autoridades e fazer o transporte de mercadorias ilegais.