A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu sete toneladas de berbigão com tamanho inferior ao legalmente permitido, numa operação de fiscalização realizada na Ria Formosa, em Olhão, na segunda-feira, anunciou a Guarda Nacional Republicana, nesta terça-feira.

As sete toneladas de berbigão pertenciam à espécie “Cerastoderma edule”, a mais frequente em Portugal, e foram devolvidas pelas autoridades ao seu habitat natural, na reserva do parque natural da Ria Formosa, no Algarve.

O berbigão imaturo foi detetado “durante uma ação de fiscalização dirigida ao transporte de pescado fresco e moluscos bivalves, junto da Ria formosa”, contextualizou a GNR, acrescentando que a área protegida “se estende pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António”, tendo “estatuto de Parque Natural, desde 1987, e de Reserva Natural, desde 1978”, sendo, assumindo-se, por isso, “como um importante santuário de biodiversidade”.

Os militares da Unidade de Controlo Costeiro de Olhão, depois de abordarem uma embarcação que transportava berbigão, detetaram que este “não possuía o tamanho mínimo legal (2,5 cm) para a sua captura e comercialização” e levantaram um “auto de notícia por contraordenação pelo transporte de espécies bivalves em estado imaturo”, infração que pode ser punida com uma coima máxima de cerca de 37 mil euros.

Esta apreensão de berbigão junta-se a outra que a GNR fez no início de março na zona de Faro e que também permitiu devolver ao seu habitat três toneladas de berbigão com tamanho inferior ao permitido.

Também no início de março, a Autoridade Marítima Nacional anunciou que a Polícia Marítima de Faro apreendeu 700 quilos de berbigão subdimensionado, encontrado em sacas espalhadas pela ria Formosa.