O processo









As conclusões
 

Apesar de todos os grupos terem desempenhado de igual modo a tarefa que lhes foi pedida, as áreas dos cérebros ativadas foram diferentes entre os menores que só falavam francês e os que eram bilingues em francês e chinês ou que aprenderam chinês na infância e deixaram de falar a língua.

Os investigadores descobriram que as crianças chinesas que foram adotadas por famílias que só falavam francês, e que deixaram de falar chinês, tinham cérebros que processavam a nova língua, neste caso o francês, de forma idêntica à das crianças bilingues.

"No primeiro ano de vida, enquanto primeiro passo para o desenvolvimento linguístico, os cérebros das crianças estão muito atentos à recolha e ao armazenamento de informação sobre sons que são relevantes e importantes para a língua que ouvem", assinalou a autora principal do estudo, Lara Pierce, da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá.

"O que descobrimos, quando testámos as crianças que foram adotadas por famílias francesas e deixaram de falar chinês, foi que, tal como as crianças que eram bilingues, as áreas do cérebro conhecidas por estarem envolvidas na memória e na atenção foram ativadas", acrescentou, citada numa nota da universidade.

Os investigadores estão agora interessados em saber se áreas semelhantes do cérebro serão ativadas se as línguas que foram "perdidas" e "conquistadas" por crianças adotadas forem, por exemplo, não o chinês e o francês, mas o francês e o espanhol, línguas mais próximas, com origem no latim.