Um casal de cidadãos nacionais foi constituído arguido por suspeitas de prática de crimes de auxílio à imigração ilegal e exploração laboral em Coimbra, anunciou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

As duas pessoas, com 24 e 33 anos, são suspeitas "da prática de atividades criminais, designadamente auxílio à imigração ilegal e exploração laboral de cidadãos estrangeiros em situação irregular no país", afirmou o SEF, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A constituição dos arguidos surge na sequência de uma operação do SEF em Coimbra, coordenada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal, que decorreu no início da semana.

No decorrer das buscas, foram apreendidos vários documentos, material informático e de comunicações, e identificados oito trabalhadores de nacionalidade estrangeira, um dos quais em situação irregular e quatro sem autorização para exercer atividade profissional no país.

As buscas decorreram num edifício localizado na Baixa de Coimbra, onde, para além de servir de domicílio, funcionavam os escritórios da empresa detida pelos arguidos, um salão de cabeleireiro e uma creche, tudo da mesma sociedade, explica o SEF.

Segundo a nota de imprensa, foi também realizada uma ação de fiscalização a uma obra na cidade, a cargo da empresa investigada.

A ação contou também com a participação do Instituto da Segurança Social, que, no âmbito de um processo autónomo, procedeu ao encerramento da creche, "na medida em que a mesma se encontrava a funcionar ilegalmente".

Todos os negócios - obras, creche e salão de cabeleireiro - pertenciam à empresa do casal, que foi também constituída arguida.

A operação envolveu doze inspetores do SEF e cinco da Segurança Social, acrescentou a nota de imprensa, salientando que a investigação irá prosseguir.

O casal foi sujeito à aplicação da medida de coação de termo de identidade e residência.

/ AG