Na complexa investigação ao furto e posterior recuperação das armas de Tancos, o rastreio das comunicações entre os envolvidos foi fundamental para a Polícia Judiciária construir uma cronologia dos acontecimentos. Os telemóveis foram fatais para assaltantes e militares envolvidos no encobrimento do ataque a Tancos.

E não foi sequer necessário que trocassem mensagens ou que efetuassem chamadas entre si. Na verdade, o que se percebe pela leitura da acusação, é que bastou o facto de os telemóveis acionarem antenas das operadoras de telecomunicações, permitindo aos investigadores reconstituir os passos da encenação.

Os telefones acionaram antenas que colocaram uns junto aos paióis, no reconhecimento do assalto, depois na execução do crime. E, mais tarde juntam outros, da PJ Militar e da GNR de Loulé, na atabalhoada conspiração para a devolução das armas com encenação, pelo meio, de uma denúncia anónima.

Com base na consulta do processo de Tancos, a TVI recria essa cronologia feita através da ativação de antenas das operadoras de telecomunicações.