O Governo apreciou esta quinta-feira em Conselho de Ministros o Relatório de Segurança Interna de 2008, que indica um aumento de 10,7 por cento da criminalidade violenta face a 2007, ou seja, no ano passado foram registados 66 crimes violentos por dia, noticia a Lusa.

No entanto, no final do Conselho de Ministros, o titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira, limitou-se a dizer que o relatório será esta tarde apresentado publicamente pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira.

Depois de ter sido analisado, na segunda-feira, pelo Conselho Superior de Segurança Interna, órgão interministerial e de consulta do Governo nesta área e que é presidido pelo primeiro-ministro, o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) será a curto prazo entregue na Assembleia da República.

Dados já conhecidos do RASI indicam um aumento de 10,7 por cento na criminalidade violenta em 2008 e uma subida de 7,5 por cento da criminalidade geral face a 2007.Em recente entrevista à Agência Lusa, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), Mário Mendes, disse que se registou «um pico de criminalidade anormal» nos meses de Julho e Agosto de 2008, cujas causas «têm que ser averiguadas».

Assaltos a bancos e bombas aumentam para o dobro

O Relatório Anual de Segurança Interna de 2008 indica que as forças de segurança registaram um total de 421.037 crimes (mais de 1.100 por dia), dos quais 24.313 foram graves e violentos.

Entre os crimes violentos, destacam-se os assaltos a bancos e a bombas de gasolina, que aumentaram praticamente para o dobro. Verificaram-se 230 roubos a bancos, contra 108 em 2007, e 468 assaltos a postos de abastecimento de combustível, contra 241 no ano anterior.

Registou-se, também, um aumento dos homicídios voluntários (mais de 7 por cento) e dos casos de ofensas à integridade física (aproximadamente 15 por cento). No ano passado, foram assassinadas 143 pessoas, mais dez que em 2007 (um aumento de 7,5 por cento), e 761 foram agredidas violentamente, mais 99 que no ano anterior (uma subida de 15 por cento).
Redação / CLC