O Ministério Público (MP) pediu, esta quarta-feira, penas de prisão efectiva para os 12 arguidos do processo conhecido como gangue do multibanco, grupo acusado de associação criminosa para roubo e furto de máquinas ATM.

«A prova é abundante, cabal e clara. Os factos provados são extremamente graves, pois põem em causa a tranquilidade e a ordem pública, com utilização de armas e recurso à violência por parte dos arguidos. Peço penas de prisão efectiva, peço que se faça justiça», justificou a magistrada do MP nas suas alegações.

Para o MP, ficou provado que o grupo assaltou caixas de multibanco «durante a noite», com as cabeças «parcialmente tapadas», recorrendo a «rebarbadoras e a veículos de alta cilindrada, furtados através do método de carjacking», para levar a cabo os alegados crimes de Norte a Sul do país, sobretudo ma Margem Sul.

Segundo a magistrada Ana Cristina Vicente, após o desmantelamento do grupo e a consequente aplicação da prisão preventiva aos arguidos, os assaltos «ao modelo das caixas ATM em causa cessaram». No entender da acusação, há uma relação directa entre a detenção dos arguidos e o fim dos furtos àquele tipo caixas de multibanco.

Para o MP, ficou ainda provado que a casa de um dos arguidos servia como base operacional do grupo, utilizada pelos arguidos para alegadamente planearem os assaltos. No local foram encontrados «uma arma de canos cerrados, várias rebarbadoras e discos de corte, luvas anti-corte, coletes anti-bala, extintores, walkie talkies, haxixe e cocaína».
Redação / MM