“Há de facto, no mercado de trabalho, um conjunto de práticas que no fundo atentam contra a dignidade das pessoas”, apontou a coordenadora do estudo.
“Importa não negligenciar que os homens também são vítimas destas formas de assédio no local de trabalho, sendo mais frequente serem vítimas de assédio moral (15,8%) do que sexual (8,6%) ”, lê-se no estudo a que a Lusa teve acesso.
“Homens (83,1%) e mulheres (82,2%) são, fundamentalmente, assediados moralmente pelos patrões, superiores hierárquicos e chefes diretos”, refere o estudo.
Uma lei sobre o assédio no trabalho
“Na minha perspetiva era muito importante que isto fosse feito porque clarificava e permitia ao aplicador da lei uma aplicação mais célere”, defendeu a investigadora.
“Pode ser que fazendo um grande esforço em indo buscar um bocado ali, outro bocado da lei acolá se possa encontrar uma moldura penal que possa incluir o assédio sexual ou o assédio moral, mas é muito mais claro se houver uma lei específica sobre isto porque nós sabemos que os juízes têm muitas vezes dificuldade em aplicar ainda mais quando a lei está dispersa”, apontou.
