Portugal registou dois casos de eventos tromboembólicos, depois da administração da vacina contra a covid-19, revelou esta quinta-feira Rui Ivo, presidente do Infarmed, numa conferência de imprensa, em Lisboa,  que contou também com a presença do coordenador da ‘task force’ do plano de vacinação, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo e a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas.

Apenas um dos casos está relacionado com a vacina da AstraZeneca. Nenhum dos casos resultou na morte dos doentes.

Sem entrar em detalhes, posso dizer que estas situações foram pouco diferentes daquelas que estão referenciadas”, disse Rui Ivo.

Na quarta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) indicou uma “possível ligação” entre a vacina da farmacêutica AstraZeneca e “casos muito raros” de formação de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco face aos riscos de efeitos secundários, dada a gravidade da pandemia.

No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que essa ligação é “plausível, mas não confirmada”, considerando que são necessários estudos especializados.

Vários países já decidiram, entretanto, traçar limites e não administrar a vacina da AstraZeneca abaixo de certas idades por uma questão de segurança: 30 anos no Reino Unido, 55 anos em França, Bélgica e Canadá, 60 anos na Alemanha, Itália e nos Países Baixos ou 65 anos na Suécia e na Finlândia.

Em Portugal, morreram 16.899 pessoas dos 825.633 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.