Centenas de ciclistas deslocaram-se este sábado para a Avenida da Índia, em Lisboa, onde se prestou a homenagem a uma mulher grávida que morreu depois de ser atropelada naquele local.

A mulher de 37 anos, que estava grávida de cerca de quatro meses, foi atingida por um carro, com o conduto a alegar má visibilidade.

Os ciclistas que este sábado se juntaram pedem mais respeito por parte dos carros, e reclama à Câmara Municipal de Lisboa uma maior segurança nas estradas.

O movimento foi criado por Américo Silva, ex-ciclista profissional, que fala num "ponto de partida para que os governantes entendam que tem de haver maior sensibilização aos automobilistas".

Toda a gente ficou sensibilizada com este acidente. Muita gente está a aderir, não só em Lisboa, mas no país inteiro", referiu à TVI24.

O acidente em questão deu-se depois de o carro ter colidido com a parte de trás da bicicleta onde viajava a mulher de nacionalidade italiana, que era investigadora no Instituto Superior Técnico.

O acidente terá ocorrido na Avenida da Índia, entre Algés e Belém, depois de o condutor, um homem com cerca de 80 anos, não ter visto a bicicleta a circular na via por ter sido encadeado pelo sol. 

A vítima, dizem amigos e conhecidos nas redes sociais, tinha começado a utilizar a bicicleta mais frequentemente desde o início da pandemia. O acidente deu-se exatamente no sítio onde a Câmara Municipal de Lisboa planeia executar uma ciclovia bidirecional segregada, com cerca de quatro quilómetros de extensão.

No entanto, o site da autarquia não concede um prazo para a obra entrar em curso. O incidente ocorre um ano depois de uma basquetebolista do Sporting, de 16 anos, ter sido atropelada mortalmente enquanto atravessava uma passadeira no Campo Grande.