A verba que o Governo inscreveu no Orçamento do Estado de 2007 para pagar as rendas das Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador) não foi toda utilizada. Ficaram, aliás, e segundo o jornal «Público», 24 por cento abaixo do que estava previsto. Ou seja, dos 705 milhões de euros que o Estado contava pagar às concessionárias, apenas teve de desembolsar 537 milhões.

Esta «poupança» aconteceu, segundo noticia o «Público», porque houve uma diferença entre o tráfego que o Estado admitia que as auto-estradas iam gerar e aquele que efectivamente geraram.

Recorde-se que o custo que o Estado suporta por cada veículo que passa nas Scut varia em função da procura que cada uma delas tem. O «Público» fez as contas e chegou à conclusão que é no interior do país (Scuts da Beira Interior e do Interior Norte) qua as tarifa são mais elevadas porque e onde passam menos veículos por dia.

Já a auto-estrada mais «barata» para o Estado, é a Scut do Norte Litoral, entre o Porto e Caminha, que tem registado tráfegos acima do previsto.