Os sindicatos e associações de professores são unânimes em pedir a suspensão imediata do modelo de avaliação dos professores, mas entendem que a responsabilidade de avançar com novas propostas deve ser do Governo e não dos partidos.

A posição foi manifestada, esta quarta-feira, durante uma iniciativa do PSD, que juntou no auditório da Assembleia da República representantes de sindicatos e associações de professores, associações de pais, plataformas sindicais e o professor universitário Santana Castilho para debater os problemas do ensino em Portugal.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) disse, citado pela Lusa, que não é possível continuar «num regime de experimentalismo de soluções» e que é preciso «eliminar os factores de perturbação nas escolas».

«É fundamental e urgente que o Governo assuma a sua responsabilidade e o Governo deve ser chamado ao cumprimento dessa responsabilidade o mais rapidamente possível e abrir um processo negocial que conduza à determinação do fim destes factores de perturbação nas escolas», defendeu João Dias da Silva.

Opinião partilhada pelo secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), para quem a constituição ou não de grupo de trabalho tem de ser da responsabilidade do Governo.

«Parece-nos, no entanto, que os partidos não devem ficar alheios a esta temática, na reafirmação de princípios, critérios gerais, do modelo na globalidade», defendeu Mário Nogueira.

Na opinião da Federação Nacional de Ensino e Investigação (FENEI), se todos os partidos da oposição estão de acordo é importante que se unam pela suspensão do modelo de avaliação.

O representante da União geral dos Trabalhadores (UGT), José Nobre, aproveitou para lançar um desafio ao PSD: «Não basta ao PSD dizer que não vai por ali, é preciso dizer por onde quer ir, para sabermos qual é o projecto alternativo do PSD» em matéria de avaliação dos professores.