Foi uma manhã de quinta-feira para esquecer, para quem todos os dias se desloca em transportes públicos, em Lisboa. Margarida Antunes que o diga. Esperou duas horas por um autocarro que não chegou, decidiu apanhar o metro em dia de greve parcial, esperou que ele abrisse e o impensável aconteceu. A carruagem em que seguia circulou de porta aberta, na linha amarela, entre duas estações.

Esta utente gravou em vídeo a falha de segurança e manifestou a sua indignação no Facebook.

Margarida Antunes explicou à TVI24 que, pouco depois das 11:00 da manhã, já com a circulação normalizada (houve greve até às 09:30), o incidente ocorreu na estação do Lumiar.

As portas não fecharam, desligaram o metro e voltaram a ligar e começou a andar. Só fechou metade e depois até à Quinta das Conchas a circulação fez-se com a outra porta aberta. O metro estava cheíssimo."

A estudante universitária contou que os utentes ainda ativaram os alarmes de segurança, mas que "nada aconteceu" e a composição seguiu "até à próxima paragem".  Indignação geral: "Claro que sim. Foi uma manhã para esquecer."

Só na estação da Quinta das Conchas é que "mandaram sair toda a gente, tentaram fechar a porta e seguiram sem ninguém".

A passageira deu a indicação de que ninguém ficou ferido.

Fonte do Metropolitano de Lisboa confirmou o incidente à TVI, "às 11h02, que envolveu a avaria de um dos lados da porta do comboio", ocorrência essa que levou à abertura "de imediato, de um inquérito para apuramento das causas"

Antes de partir da estação Lumiar a ocorrência estava aparentemente resolvida, tendo o comboio arrancado. Às 11h05, após a chegada do comboio à estação Quinta das Conchas, verificou-se que, durante o percurso entre Lumiar e Quinta das Conchas, uma das folhas da porta estava aberta. O comboio evacuou de imediato passageiros no cais da estação Quinta das Conchas, tendo sido isolada a porta, tendo o comboio seguido em circulação de serviço para o término do Rato, tendo, posteriormente, transitado para a oficina."

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