A Avenida da Liberdade e quatro freguesias de Lisboa foram classificadas com conjunto de interesse público, segundo uma portaria publicada esta terça-feira em Diário da República.

No documento, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, classifica a artéria principal do centro da capital e as freguesias do Coração de Jesus, de São José, de Santa Justa e de São Mamede como património de interesse público, por assumirem um «valor fundamental para a história e para a identidade de Lisboa, apresentando-se como espaço público de notável carga simbólica e projeção nacional», escreve a Lusa.

A classificação da Avenida da Liberdade apoia-se no seu interesse como testemunho de vivências e factos históricos, no seu valor estético, técnico e material, na sua construção arquitetónica, urbanística e paisagística, na sua extensão, na memória coletiva que a envolve e no risco de se ver a sua perenidade ou integridade ameaçadas.

Segundo a portaria divulgada, para ser protegido e salvaguardado o conjunto foram estabelecidas algumas restrições, não sendo admitidas alterações à avenida e aos edifícios «sem apresentação de um relatório prévio» da responsabilidade de um técnico especializado e os projetos de intervenção urbanística devem ser aprovados e inspecionados sempre pela administração central para serem preservados elementos arqueológicos.

A candidatura para esta classificação foi proposta pela Direção-Geral do Património Cultural em dezembro de 2012.

A Avenida da Liberdade, com 90 metros de largura e 1270 de comprimento, integrou a primeira estratégia urbanística da cidade após o plano da reconstrução pombalina.