O mistério adensa-se no caso do jato privado português que tinha a bordo mais de meia tonelada de cocaína e que foi apreendido no Brasil, com mais uma pista que está a ser seguida pela Polícia Judiciária. 

A TVI apurou que, antes de João Loureiro, a intermediária no alegado negócio de venda da OMNI a investidores brasileiros é a mesma mulher que esteve na base do processo Lava Jato, considerada especialista em branqueamento de capitais.

Conhecida como a "Dama do Lava Jato", Nelma Kodama é perita em branqueamento de capitais e foi das primeiras detidas do megaprocesso brasileiro - que depois acabou por ser a grande delatora do caso, denunciando outros envolvidos. Chegou a estar presa, acabando por escapar devido à colaboração com a justiça.

A TVI sabe que era esta mulher quem, antes de João Loureiro, estava a intermediar o negócio da venda da empresa de aviação OMNI a investidores brasileiros, nomeadamente Rowles Magalhães.

Facilitadora do negócio dos jatos esteve em Lisboa

Em 2019, a "Dama do Lava Jato" passou por Portugal com o advogado brasileiro, numa viagem romântica à Europa.

A Polícia Judiciária acompanhou esses movimentos negociais no âmbito de uma investigação por tráfico internacional de droga. Ao mesmo tempo, o Ministério Público Federal quis saber quem pagou a viagem. Nelma Kolama disse que tinha sido o namorado.

Nelma é considerada uma especialista em fenómenos de branquemaento de capitais e esteve na origem do processo Lava Jato.

Já publicou um livro sobre o tempo que passou na cadeia e tornou-se polémica depois de publicar imagens nas redes sociais onde mostra a pulseira eletrónica com roupas e sapatos das mais caras e luxuosas marcas de vestuário e calçado.

Nelma Kodama negociou com OMNI antes de Loureiro

Entretanto, Kodama terá passado a pasta da intermediação do negócio da compra da empresa de jatos privados a João Loureiro.

O antigo presidente do Boavista justifica a viagem a São Paulo para uma entrevista de emprego na área da consultoria.