Os incêndios voltaram a ser notícia em 2018, mas sem as perdas humanas de um 2017 que Portugal nunca esquecerá. Num mês de agosto que foi um dos mais quentes dos últimos anos, e depois de as chamas terem poupado o Algarve num ano que devastou o centro do país, Monchique ardeu durante uma semana, consumindo perto de 27 mil hectares, entre terrenos de cultivo, mato e casas, afetando ainda Silves, Portimão e Odemira. Muitos perderam o trabalho de uma vida inteira e a matéria que se perdeu está longe de merecer ser encarada como um mal menor. 

E como 2017 nunca poderá ser esquecido, uma investigação da TVI, da autoria da jornalista Ana Leal, obteve provas de que o incêndio que devastou o Pinhal de Leiria, em outubro desse ano, teve mão criminosa e terá sido planeado um mês antes da tragédia. O dia 15 de outubro foi considerado o pior do ano, com quase meio milhar de incêndios no norte e centro do país, com mais de 440 incêndios ativos no norte e centro do país. Cinquenta pessoas morreram e centenas de empresas foram destruídas Em Leiria, 86% de uma mata histórica nacional ardeu por causa da madeira.

Mais tarde, em outubro, Portugal voltaria a ser vítima da intempérie, uma tempestade com nome, Leslie, que fez questão de passar pela Madeira e entrar com força no continente. Entrou com tudo pela Figueira da Foz e fez de Coimbra o distrito mais afetado pela agressividade dos ventos, com dezenas de feridos e desalojados. A TVI24 acompanhou AO MINUTO a depressão que atingiu, uma vez mais, o centro do país.

Dos fenómenos que surgem sem aviso passamos para os mais previsíveis, mas nem por isso menos trágicos. O denso nevoeiro de uma manhã de setembro estará na origem de um violento acidente no IC8 em Pombal, Leiria, que causou a morte a seis pessoas. Ninguém sobreviveu ao choque frontal entre duas carrinhas.

Fora de portas, uma das notícias mais lidas do ano chocou o mundo e deixou, ainda, os portugueses com receio das suas próprias infraestruturas. Eram, aproximadamente, 11 horas em Portugal continental, no dia 14 de agosto, quando o impensável aconteceu: uma ponte em Génova, Itália, colapsou sobre uma autoestrada, fazendo 43 mortos. Nos difíceis dias que se seguiram, foram muitas as histórias de vidas demasiado curtas que se contaram na TVI24.

No Havai, em maio, a erupção do vulcão Kilauea obrigou à retirada de milhares de pessoas. Em erupção contínua desde 1983, o Observatório de Vulcões do Havai já tinha avisado, em meados de abril, que havia sinais de pressão no magma subterrâneo. A lava chegou a atingir 60 metros de altura, consumindo tudo à sua passagem. O Kilauea é, atualmente, o vulcão mais ativo do mundo.

Em Espanha, a história do menino Gabriel Cruz, que foi encontrado morto depois de estar desaparecido durante 12 dias, foi seguida com emoção em Portugal. Os pais, separados, acreditavam que o filho tinha sido raptado, mas o final desta história seria muito mais duro de viver: o cadáver da criança de oito anos foi encontrado na bagageira do carro da madrasta, quando esta o tentava esconder noutro local, depois de durante muito tempo ter conseguido enganar as autoridades. Milhares choraram a morte do pequeno Gabriel.

Também milhares choraram a morte do DJ sueco Avicii, que foi encontrado morto em Omã. Avicii, 28 anos, era um dos DJ's mais famosos do mundo. Depois de dois anos de pausa na carreira para se dedicar a si mesmo, tinha regressado ao mundo da música em 2017. Em abril do ano seguinte decidiu pôr termo à vida.

Em setembro, os portugueses ficaram chocados com a notícia das agressões a um bebé de 17 meses, que terá sido violentamente agredido pelo padrasto, num domingo à noite, na casa da mãe, em Alhandra. O caso foi denunciado pelo hospital de Vila Franca de Xira, onde a criança foi assistida durante a madrugada. O suspeito terá agredido o menino numa altura em que se encontravam sozinhos e ficou sujeito a Termo de Identidade e Residência.

A história emocionante vivida entre um cidadão e um agente da PSP tornou-se viral nas redes sociais, depois de um desabafo no Facebook. Uma história verídica com um final feliz. Um condutor em excesso de velocidade devido à operação de urgência da filha que necessitava do seu consentimento foi mandado parar por um agente, que, longe de multá-lo, levou-o em segurança ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Foi, também, com curiosidade que os leitores da TVI24 seguiram o casamento real de Harry e Meghan. Um conto de fadas moderno, com o príncipe e a atriz a dizerem o sim perante a família e os amigos na Capela de São Jorge, em Windsor, a 19 de maio. Todos os momentos foram seguidos de perto, desde a chegada dos convidados à festa, mas o momento do "sim" foi o mais aguardado.

E por falar em curiosidade, foram muitos os leitores que quiseram saber como os míopes veem sem óculos. Foi isso mesmo que um artista sul-africano fez questão de mostrar através de pinturas pouco nítidas, com efeitos embaciados e que parecem até um pouco confusas. 

No passado dia 4 de novembro, realizou-se em Lisboa, a maior parada militar dos últimos 100 anos, por ocasião do centenário do Armistício da I Guerra Mundial. O desfile reuniu 4.500 militares das Forças Armadas, militares da GNR, polícias da PSP e antigos combatentes. Estiveram ainda representadas as tropas da Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido.

Terminamos as notícias mais lidas do ano com tecnologia e as sempre aguardadas novidades da Apple. Um novo smartwatch e dois novos modelos do iPhone X deixaram os leitores da TVI24 colados ao ecrã.