Dia 31 de dezembro faz 20 anos desde que Zé Maria abandonou a casa mais vigiada do país como vencedor da primeira edição do Big Brother.

Duas décadas depois, está a chegar o BB 2020 que promete o regresso da genuidade e da variedade nestes tempos de imediatismo, em que todos querem "dar canal" nas redes sociais.

As inscrições já estão abertas para o Big Brother 2020

O Big Brother virou o tabuleiro da televisão e foi o princípio de um novo formato, com os espectadores a decidirem quem ficava e quem saía da casa. O programa é dos mais revolucionários e controversos da história da televisão. Um sucesso em todos os países onde foi exibido.

O pai de todos os reality shows já passou por 61 países, teve mais de sete mil concorrentes e dois mil milhões de espectadores por todo o mundo. O Big Brother mais longo da história durou um ano, os concorrentes passaram 8.763 horas fechados dentro da casa.

Vinte anos depois, Paulo Bastos e Pedro Vilela fizeram uma viagem ao passado, ao presente e ao futuro do Big Brother.

Marta Cardoso foi uma das participantes da primeira edição do Big Brother em Portugal. A ex-concorrente analisou, na TVI24, a experiência passados 20 anos. Marta confessou que o mais complicado foi gerir todas as relações com os colegas sem poder sair da casa mais vigiada do país.

O difícil não é estar fechado, é gerir as relações”, explica Marta Cardoso.

 

Lurdes Guerreiro foi a produtora executiva da primeira edição do Big Brother Portugal. A responsável, agora Diretora da Produção Nacional da TVI, relembrou as diferenças no número de inscrições em 2000 e na segunda temporada. Lurdes Guerreiro considerou que o casting é uma parte fulcral de um reality show.

Em 2000, só tivemos quatro mil inscrições, na 2.ª temporada foram mais de 120 mil”, diz Lurdes Guerreiro.

 

Felipa Garnel relembrou a primeira edição do Big Brother. Na altura, a atual Diretora de Programas da TVI estava na concorrência. A responsável disse que este “foi um programa que mudou a história da televisão em Portugal”.

O jornalista Paulo Bastos, por sua vez, afirmou que se tratava de um “programa que toda a gente amava odiar”.

O Big Brother é um programa que toda a gente amava odiar”, refere Paulo Bastos.

 

O psicólogo Américo Batista explicou que o Big Brother foi um fenómeno por ter como essência aquilo que as pessoas gostam. O especialista vincou que o ser humano gosta de saber da vida dos outros e que até há um nome técnico para esta idiossincrasia, “psicologia do mexerico”.

O Big Brother foi revolucionário, é aquilo que é a realidade”, destacou o psicólogo Américo Batista.

 

O jornalista Paulo Bastos questionou Marta Cardoso, ex-concorrente do Big Brother, se é possível alguém interpretar uma personagem 24 horas por dia durante quatro meses. Marta Cardoso pensa que não seria possível, algo que o psicólogo Américo Batista acabou por confirmar.

É possível mentir durante quatro meses?”, questionou Paulo Bastos.

 

Lurdes Guerreiro, produtora executiva da primeira edição do Big Brother, explicou que os concorrentes nunca tiveram a noção das horas. O psicólogo Américo Batista disse, sobre este assunto, que tirar as referências a um ser humano é desconcertante e pode até mesmo ser uma “tortura”.

Os concorrentes perdem a noção das horas”, evidenciou Lurdes Guerreiro.

 

Felipa Garnel desvendou um pouco do que vai ser o Big Brother 2020. A Diretora de Programas da TVI realçou a necessidade de existir variedade entre os concorrentes.

Queremos 20 concorrentes dos 20 distritos portugueses”, revelou Felipa Garnel.

 

Num tempo tão dominado pelas redes socias e pela partilha das nossas vidas, o jornalista Paulo Bastos apelou aos concorrentes para que sejam "verdadeiros". "Acho que era muito giro se as pessoas fossem verdadeiras", acrescentou.

Marta Cardoso explicou que não mudava nada do que fez há 20 anos na casa mais vigiada do país. A ex-concorrente disseque nem tudo foi perfeito, mas que não alteraria nada.

Não me arrependo rigorosamente de nada”, garantiu Marta Cardoso.

 

Lurdes Guerreiro relembrou algumas ocorrências que aconteceram no primeiro Big Brother português. A responsável explicou que algumas famílias de concorrentes não estavam preparadas para o que aconteceu.

Os concorrentes optaram por entrar num concurso, mas a famílias não”, relembra Lurdes Guerreiro.

 

Lurdes Guerreiro analisou tudo o que aconteceu com Marco na primeira edição do Big Brother. A Diretora de Produção Nacional explicou que o pontapé dado à Sónia foi “muito difícil de gerir”.

Nós apoiámos em tudo o que podíamos o Marco”, realçou Lurdes Guerreiro.