A administração da Unidade local de Saúde da Guarda informou o Ministério Público que se extraviaram os registos efetuados à grávida que perdeu a bebé no hospital local.

De acordo com o Jornal de Notícias, terão sido perdidos os exames feitos na véspera da tragédia e outros a que Cláudia Costa se submetera no dia 16 de fevereiro, quatro minutos após ter dado entrada na urgência pediátrica da unidade de saúde.

Este último é, aliás, um documento considerado fundamental pelos investigadores judiciários, na medida em que permite saber se o feto estava ou não vivo quando a mãe foi observada.

Cláudia Costa, de 39 anos, estava grávida já em final de gestação e terá perdido o bebé por falta de assistência, na Guarda.

De acordo com a sua família, esteve uma hora e meia à espera para ser vista por um médico obstetra, apesar das perdas de sangue, na Unidade de Saúde Local da Guarda.

A equipa de enfermagem terá percebido que o bebé estava para nascer e terá chamado o médico que estava no hospital. Mas o obstetra, um médico reformado de Santarém, não terá comparecido. Só mais tarde, quando já nada havia a fazer.

Faltam também imagens das câmaras

A edição deste sábado do JN refere ainda que, face ao alegado extravio dos exames cardiotocográficos feitos à mãe, a administração hospitalar poderá vir a ser acusada de obstrução à justiça.

Acresce que, na passada 4ª feira passada, os inspetores da Polícia Judiciária da Guarda se deslocaram ao hospital para apreenderem as imagens de video-vigilância e estas não foram  disponibilizadas. A administração hospitalar invocou problemas técnicos para não o fazer.