A Polícia Judiciária acredita que a mulher que matou a filha recém-nascida em abril, em Corroios, terá agido por ciúmes e vingança. A PJ recolheu indícios probatórios suficientes que levaram a desvendar o motivo para o crime. Indícios que constam no relatório da investigação ao homicídio, que deverá ser entregue em breve ao Ministério Público.

A tese dos inspetores é a de que a irmã, Inês, sabia de tudo. 

As autoridades acreditam que o crime foi planeado ao pormenor pelas irmãs e que a cumplicidade entre ambas permitiu que Rafaela tivesse tido a filha em casa e que fosse inclusivamente suturada pela irmã gémea. Uma hemorragia obrigou a que jovem tivesse de receber tratamento hospitalar, o que levou as autoridades a descobrir o cadáver da bebé num saco de plástico na cozinha da habitação onde viviam.

Os exames complementares à autopsia feita à bebé revelaram que a criança era filha do companheiro de Rafaela, o que afasta a hipótese de uma relação da jovem com outro homem.

 A PJ acredita que o motivo para o crime terão sido ciúmes dentro de uma relação complicada e abusiva entre Rafaela e o namorado.

Ao que tudo indica, a jovem considerava que o companheiro com quem já tinha dois filhos gémeos não lhe dava a devida atenção. Controlava a vida do namorado e não gostava que ele saísse com amigos, insinuando que a traía.

Rafaela terá ocultado a gravidez durante os nove meses a toda a família exceto à irmã. Na noite do parto, Rafaela terá asfixiado a bebé e espetado uma faca no coração da menina. A irmã gémea terá assistido e ajudado em tudo.

Estão ambas detidas e enfrentam a possibilidade de pena máxima. São suspeitas de homicídio qualificado, ocultação e profanação de cadáver.